Satisfação

Cristianismo, Reflexões

Saudações vulcanas!

Acho que acabei dando bem mais que uma semana para vocês absorverem o último conteúdo que compartilhei aqui, certo? Pois vim concluir aquele pensamento pendente. Só que hoje eu não vou usar tantas referências e textos feitos por outras pessoas como na última vez, porque o objetivo é justamente compartilhar aquilo que eu mesma já venho experimentando e sentindo com o Minimalismo.

Primeiro de tudo, acho que já deixei bem claro no texto anterior que procuro manter um pensamento equilibrado sobre tudo o quanto me é possível. Então, não é como se eu tivesse parado com qualquer forma de consumo desde a última vez que escrevi aqui, e se for esse o pensamento de alguém ao me ler, sinto por desapontá-los desde já. Inclusive, não sei se vocês repararam, mas às vezes aparece um calor bem intenso aqui em São Paulo – o que naturalmente significa que precisei comprar mais roupas que me ajudassem a não morrer de calor.

Aí é que está o ponto, perceberam? E é bem sutil: eu precisei comprar roupas mais frescas. Precisar é bem diferente de querer, e não é necessário fazer uma especialização em Marketing para compreender bem quão distintas são essas duas coisas.

Para tudo o que venho consumindo, antes de chegar a uma decisão tenho me feito essa simples pergunta: Será mesmo que eu preciso disso? Parece até bobo dizer uma coisa tão óbvia, mas pensar duas vezes faz mesmo a maior diferença!

Nesse aspecto eu acredito que Cristianismo e Minimalismo têm tudo a ver, sabe? A gente costuma ver tanta coisa estranha na televisão sobre o que supostamente deveria significar Igreja, e essa falsa Teologia da Prosperidade se espalhando por todos os cantos, que não é de se estranhar que incrédulos torçam o nariz ao ouvir qualquer coisa a respeito de Cristianismo. Contudo, como cristãos, é nosso dever fazer com que através de nossas próprias práticas de vida essas mesmas pessoas possam descobrir que nada daquilo que está na TV é verdade, que há uma Essência que há muito foi perdida, e que nós podemos traçar veredas antigas que nos levem de volta para o lugar onde tudo deveria de fato estar.

Essa essência é Jesus e os Seus ensinamentos sobre uma vida simples. O problema é que, como já cantou KT Tunstall, nós somos pássaros com os olhos voltados para qualquer coisa brilhante, e frequentemente precisamos nos lembrar de quem somos e para onde vamos. Se nada aqui é definitivamente duradouro, então qual o sentido de me deixar gastar por aquilo que não permanece?

Eu li nos Evangelhos o que Jesus diz sobre uma vida modesta, e até pensei que já tinha compreendido, assim como o que Paulo disse sobre saber lidar com todas as perdas ou ganhos tendo uma vida sustentada pela Graça. Mas sou humana, complicada, e fora do cotidiano é difícil, senão impossível, compreender plenamente qualquer coisa. Não é como se eu fosse capaz de aprender verdadeiramente isso sem antes sentir na minha própria pele.

Minha vida não é isenta de problemas, tampouco de correria. Na verdade, correria e pressão é o que mais sinto todos os dias, e tem sido mais do que aliviador relembrar que o meu lugar de paz independe de tudo isso.

Eu amo assistir Gilmore Girls, e nos períodos de stress que tive esse ano usei a série como calmante. Mas aí percebi que não queria precisar de uma série de vidas simples para me acalmar, e sim ter uma vida simples que naturalmente transbordasse calma. Seria mentira dizer que vez ou outra não bate um desassossego ou revolta com alguém ou alguma coisa, mas depois de posta a inquietação para fora me vem de volta a desejada calmaria.

Menos luxo significa mais tempo. Há aproximadamente dois meses abri mão do ônibus fretado, do meu travesseirinho de viagem, de um cobertor e de uma mochila grande e pesada. Voltei para o transporte público, para aquele calor humano sempre indesejado. E sabe o que eu encontrei? Paz. Paz para me contentar com um lugar vago no ônibus até a estação de metrô e quando muito uma hora de sono nesse trajeto, bem menos do que outrora eu costumava ter. Paz para aproveitar esse tempo gasto com a distância para pôr as minhas leituras em dia, descobrir músicas novas e desenterrar ideias que há muito estavam esquecidas. Paz para chegar mais cedo em casa, sair ou ficar por aqui mesmo, sair da rodinha do hamster e não apenas lembrar, mas realmente sentir, quão bela e simples a vida pode ser.

Talvez quem me acompanha pelo Instagram tenha percebido um pouco dessa mudança no meu Stories. Eu venho mostrando muita coisa boba do meu cotidiano ali ultimamente e alguns dos meus momentos em casa, não por que eu não goste de sair ou qualquer coisa assim, mas sim porque tenho me alegrado muito em desfrutar de cada um desses momentos singelos; e no mundo infestado de publicidade, na busca pelas melhores poses e ângulos que vemos em todas as nossas redes sociais, acho bom lembrar e mostrar ao mundo que a felicidade também reside, e principalmente reside, nos momentos simples que colecionamos, além da liberdade de ser quem somos.

É na junção dessas coisas bobinhas que venho encontrando mais qualidade de vida e satisfação, e sei que se você tentar pode encontrar também 😉

Até mais!

Eternidade em mim

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Insatisfeitos

Reflexões

Hey! E aí?

Vim compartilhar uns dedos de prosa com vocês.

Acredito que eu já tenha falado aqui sobre ter (finalmente) concluído a faculdade em Dezembro, e que por graça apenas já comecei a trabalhar em Janeiro, então vou pular essa parte. O fato é que depois disso muita coisa tem mudado em minha vida, e é justamente sobre isso que quero falar hoje.

Trabalhar é muito bom, em certos aspectos – acho mesmo muito difícil alguém ver a minha pessoa falando que acordar cedo é legal, assim como 99% da população mundial. Mas à medida que as responsabilidades aumentam, assim como as manobras para atender a todas as outras questões da vida, o amadurecimento e a recompen$a também crescem proporcionalmente.

Porém, também sabemos que nem tudo na vida são flores. Além de cansaço físico e mental, eu adquiri dois novos vícios: o capuccino e as compras. Pra ser sincera, eu ainda não sei se adquiri esse segundo vício ou só reacendi algo que julgava estar adormecido.

Me lembro que, quando peguei o meu primeiro salário, pensei algo mais ou menos como: “Tudo bem se eu comprar tudo o que eu quiser esse mês, afinal, já esperei tempo demais para fazer isso”, e quem me conhece de perto sabe que esperei mesmo. Só sei que de repente me vi comprando três bolsas e vários sapatos, tantos sapatos quanto fui capaz de imaginar. E isso sem contar o meu vício de consumo mais antigo: os livros, que foram muitos também.

Mas pensei que no segundo mês eu já estaria mais sóbria, afinal, há tempos tenho planos de economizar uma boa quantia e viajar, mas para a minha surpresa, o segundo mês não foi nada diferente do primeiro.

Já no terceiro mês a necessidade de trocar meu celular se sobressaiu aos meus desejos de trocar de teclado e comprar um ukulele. E mais roupas, e mais livros. O lado bom é que os presentes para os meus amigos se tornaram muito melhores.

Esse ciclo se repetiu por mais um tempo e depois foi evoluindo, eu já estava começando a ficar bem mais ligeira para encontrar os melhores lugares e os melhores preços. Só que essa informação não era tão útil assim, visto que só me capacitava a comprar ainda mais.

Em algum ponto desse processo todo, enquanto procurava o presente para um amigo e segurava o novo par de sapatos que tinha acabado de comprar, percebi que ao contrário do que eu imaginava que seria, aquele poder de compra não tinha aumentado a minha felicidade. Mas se agora eu tinha as coisas que sempre quis ter, de onde vinha tanta insatisfação?

Passei dias me questionando no íntimo sobre isso, e essa inquietação me tornou mais sensível às pessoas que vi à minha volta. Percebi que eu não era a única, e que essa mesma insatisfação também atingia outras pessoas que, com mais tempo e esforço, chegaram a níveis bem mais “elevados” que o meu. E presta atenção nisso porque eu não estou falando de gente pobre e sem esperança na vida não, me refiro à uma classe média bonita e aparentemente cheia de vida – cheia de rolês, popularidade e quase tudo que o status quo costuma desejar.

Em parte, eu meio que fiquei feliz por não ter precisado ir ainda mais longe antes de descobrir essa insatisfação. Eu até costumava pensar vagamente em como a nossa geração é bastante insatisfeita, porque queremos tudo e queremos logo, mas ainda assim não tinha experimentado isso com tanta intensidade.

Você já parou pra realmente se perguntar por que queremos as melhores faculdades e os melhores cursos? Será mesmo que estamos realmente preocupados com a qualidade do conhecimento, ou só com o nome bonito e a impressão que isso causa quando as pessoas nos perguntam? Porque, sinceramente, esse papo de “Conseguir um bom emprego” comigo já não cola mais: fui privilegiada com uma vaga em uma faculdade pública que é muito boa na minha área profissional, mas assim que comecei a trabalhar perdi a conta de quantos profissionais ótimos, e com bons cargos, formados em lugares que pessoas das mais variadas universidades públicas e particulares de renome costumam chamar desrespeitosamente de Uniesquina – e se por acaso você, leitor universitário estadual ou federal, filho da PUC ou Mackenzista, também caiu nesse mito, que é perpetuado até mesmo pelos nossos próprios mestres, sinto dizer que lhe enganaram.

Passei a questionar bastante as minhas escolhas pessoais desde então, e olha que eu sou uma pessoa bem exigente. Será mesmo que 7 ou 8/10 não pode ser bom o bastante algumas vezes, que perfeição inalcançável é essa que a gente tanto procura? Foi me fazendo essas perguntas que comecei a encontrar sentido e afinidade com algumas ideias minimalistas; e apesar desse post ser muito denso e precisar ser dividido em duas partes, quero começar a mostrar um pouco do que tenho pesquisado e pensado sobre isso com vocês.

Em um livro que estou lendo no momento sobre Minimalismo e Cristianismo, e em quê as duas coisas se relacionam, o autor sabiamente diz:

Vivemos no mundo dos excessos, tudo o que fazemos precisa ser grande e intenso. Queremos que tudo seja rápido, fácil e, se possível, em grande quantidade. A modernidade nos trouxe muitas facilidades; mas, com elas, vieram também os excessos.

Precisamos trabalhar mais, para poder ganhar mais dinheiro. Quanto dinheiro ainda precisamos? Não sabemos, mas sempre precisa ser um pouco mais. Precisamos crescer profissionalmente e expandir nossa rede de relacionamentos, se não quisermos ficar fora do mercado. Vivemos debaixo de uma tempestade de informações e interatividade e, para conseguir assimilar tudo o que está a nossa disposição, precisaremos ter aquele aparelho que é o último lançamento em tecnologia digital. Enquanto as opções de entretenimento se multiplicam diante de nós, tentamos encontrar espaço em nossa agenda para todas elas; enquanto isso, ainda comemos compulsivamente tentando conter a ansiedade que aumenta a cada dia.

No fim, já não sabemos mais quantas coisas são necessárias para que possamos nos sentir completos e realizados. Vivemos no que poderíamos chamar de um mundo completamente “over”. O mais interessante é que este estilo de vida caracterizado por intensidade e quantidade não nos trouxe realização. Nos sentimos ansiosos, estressados, com a sensação permanente de que estamos perdendo alguma coisa importante. O “muito” nos prometeu a felicidade, mas não conseguiu entregar. Estamos cada vez mais cansados e não sabemos o que fazer para mudar isso. ¹

¹ BOTELHO, André. Menos é mais – o que Jesus ensinou, mas insistimos em não entender. Lampejos Livreteria, 2017.

E Francine Jay, a Miss Minimalism, autora do best seller Menos é mais, resume a felicidade como querer aquilo que se tem. Ela também afirma que “A publicidade quer que acreditemos que mais coisas significam mais felicidade, mas, na verdade, mais coisas significam mais dor de cabeça e dívidas”.

Mas sabe o que eu acho mesmo engraçado? Tenho conversado sobre isso com os meus amigos mais próximos, e nós concordamos que agora está até na moda reclamar sobre os excessos de nossa sociedade, buscar uma vida mais simples, etc e etc. Inclusive, indico um documentário muito bom que encontrei na Netflix sobre o tema, Minimalism: a documentary about the important things.

Entretanto, enquanto refletia essa semana, me lembrei que todas essas mesmas questões que levantamos hoje já foram feitas há muito, mas muito mesmo, tempo atrás. Eu acredito na existência do Rei Salomão pela minha simples questão de fé no Cristianismo e pelos relatos históricos contados no Antigo Testamento, mas caso você possa ter alguma dúvida quanto a realidade desses fatos, acho válido apenas dizer que arqueólogos e pesquisadores têm encontrado fatos históricos que evidenciam algumas ocorrências que não contrariam o que foi dito na Bíblia (e nesse caso específico me refiro ao quinto item desse link).

Enfim, o que eu quero mesmo dizer é que o Rei Salomão já enfrentou esses mesmos dilemas que a nossa sociedade atual questiona hoje, há muito mais tempo. Tanto que, no livro de Eclesiates, é ele quem diz:

Eu disse a mim mesmo: Venha. Experimente a alegria. Descubra as coisas boas da vida! Mas isso também se revelou inútil. Concluí que o rir é loucura, e a alegria de nada vale. Decidi entregar-me ao vinho e à extravagância, mantendo, porém, a mente orientada pela sabedoria. Eu queria saber o que vale a pena, debaixo do céu, nos poucos dias da vida humana.

Lancei-me a grandes projetos: construí casas e plantei vinhas para mim. Fiz jardins e pomares e neles plantei todo tipo de árvore frutífera. Construí também reservatórios para irrigar os meus bosques verdejantes. Comprei escravos e escravas, e tive escravos que nasceram em minha casa. Além disso, tive também mais bois e ovelhas do que todos os que viveram antes de mim em Jerusalém. Ajuntei para mim prata e ouro, tesouros de reis e províncias. Servi-me de cantores e cantoras, e também de um harém, as delícias dos homens. Tornei-me mais famoso e poderoso do que todos os que viveram em Jerusalém antes de mim, conservando comigo a minha sabedoria.

Não me neguei nada que os meus olhos desejaram; não me recusei a dar prazer algum ao meu coração. Na verdade, eu me alegrei em todo o meu trabalho; essa foi a recompensa de todo o meu esforço.

Contudo, quando avaliei tudo o que as minhas mãos haviam feito e o trabalho que eu tanto me esforçara para realizar, percebi que tudo foi inútil, foi correr atrás do vento; não há nenhum proveito no que se faz debaixo do sol.

Eclesiastes 2:1-11, NVI

Ou seja, não é só a nossa geração que está insatisfeita, o nosso problema é bem mais profundo que isso. E será possível que uma ideia, relativamente recente quando comparada ao problema, seja capaz de resolvê-lo?

Particularmente, acredito que o Minimalismo tem, sim, coisas muito úteis que podemos aplicar em nossa busca de uma vida com maior qualidade. Mas ainda assim, penso que ele por si só não seja o suficiente… Meio que sou uma daquelas pessoas que pesa em tudo aquilo que pode ser considerado, mas com equilíbrio, sabe?

Como assim? Bem, penso que o Minimalismo seja uma boa ideia de organização de espaço, tempo, assim como uma boa maneira de repensar o meu consumo; só que isso não significa que necessariamente que vou largar todas as minhas coisas e emprego agora, e me tornar uma nômade – até porque essa também é uma forma incorreta de interpretar o próprio minimalismo. E é a partir dessa óptica que venho encontrando mais satisfação de vida ao concordar com algumas propostas que essa simplicidade me apresenta, mas esse é um pensamento que eu só vou poder concluir na semana que vem.

Corre atrás do vento – Estêvão Queiroga

Menas

Textos

Quando eu estudava Comunicação Visual, nenhum movimento artístico conseguiu me cativar tanto quanto o minimalismo. E não falo isso pelos resultados em si, pois admito que tiveram outras coisas visualmente muito mais interessantes; mas é o conceito por trás do minimalismo que me encanta.

Também me lembro que, quando começamos a desenhar, editar ou vetorizar qualquer coisa, ainda não tínhamos muito essa pegada minimalista, porque quando tudo nos parecia novidade ficava muito fácil criar qualquer coisa com excesso de informação. Nessas mesmas horas, sempre aparecia alguma professora para dizer “Menos é mais” e nos fazer mudar de opinião.

Depois que me familiarizei com a ideia minimalista, descobri que há muito tempo nós, garotas, já lidávamos com o seu conceito sem perceber. É mais ou menos como quando está muito calor e, decidindo vestir um short, acabamos escolhendo uma camiseta, bata ou qualquer coisa mais larga para evitar muita atenção. Ou quando o batom é vermelho ou escuro, e deixamos a maquiagem mais leve na área dos olhos para não parecermos o Ronald McDonald. Porque menos sempre vai continuar sendo mais.

Nessa última semana venho pensando bastante sobre como a sociedade seria um lugar diferente se fossemos mais minimalistas em alguns aspectos. Hoje, na DP que venho fazendo durante algumas tardes desse semestre, estávamos conversando sobre os relatos de como alguns refugiados imaginavam o Brasil antes de chegarem aqui, como outros estrangeiros nos veem e como nós mesmos vemos as demais regiões nacionais. Eu nem sei imaginar direito como é a vida nesses lugares, porque nunca sequer consegui me imaginar fora daqui – e quem é de SP sabe bem do que estou falando.

SP é o lugar mais hype do Brasil, e eu amo minha cidade. Nós temos informação, lazer, opções em excesso, e as coisas não ficam muito diferentes se tratando de tudo o mais. Sendo bem sincera, ainda não descobri algo que não tenha em excesso aqui.

O problema é que, com todo esse excesso de tudo, às vezes fica difícil nos esquecermos de como é ser simples. De um jeito ou de outro, é raro encontrar alguém que não esteja excessivamente focado em sua própria lista de afazeres, ou nos planos que fazemos, ao ponto de não conseguir enxergar o que se passa do lado de fora.

Quando não isso, corremos o risco de nos perdermos naquilo que os outros esperam de nós. Aquilo que o mercado de trabalho espera de nós, para ser mais exata. E não estou dizendo com isso que é errado ter qualificações, acho que já escrevi uma vez aqui que pelo menos um mestrado tenho planos de fazer. Só que, apesar disso, outras vezes me pego pensando se essa busca constante por títulos não nos tira a essência que nos define como humanos à medida que nos apegamos a eles.

Seje menas. Menos mimimis, menos nhénhénhéns, coisinhas sem o menor sentido e medo do que os outros podem ou não pensar. Vá direto ao ponto, sem rodeios. Já perdi as contas de quantas coisas boas eu podia ter feito, e assim devia, mas preferi ficar pensando, maquinando infindas vezes, e nada fiz. E eu sei que nem tudo está em minhas mãos, mas não existe nada que me isente daquilo que está.

A gente é que tem mania de complicar as coisas, mas a verdade é que muito pouco além do que é essencial importa.