Quanto tá o dólar?

Crônicas

Apesar de minhas aulas terem começado oficialmente há duas semanas, ainda que com dois ou três dias letivos apenas, por conta dos feriados, foi só nessa segunda-feira que as coisas ficaram realmente sérias e eu me obriguei a voltar a rotina de pular da cama bem cedo.

2016 acabou de começar praticamente, e já tem sido para mim um ano de várias mudanças e desafios, em vários aspectos. Um dos meus desafios é concluir esse, que deveria ser o meu último semestre na faculdade, sem grandes surpresas enquanto termino meu TCC  e estudo para o vestibular outra vez – tudo ao mesmo tempo! Além disso preciso lidar com cursos de inglês, uma busca constante e doida por um estágio que dê certo com o meu horário, leituras atrasadas para pôr em dia e todo esse tipo de coisa; mas como o semestre ainda está no comecinho, longe da tensão pré-provas eu tenho podido desfrutar de relativa paz em meio a isso.

Essa terça-feira foi um desses dias de paz, sem extensas listas de afazeres. Até consegui colocar o meu skoob em dia, coisa que não fazia há anos. Já no finalzinho da tarde, enquanto arrumava o cabelo para sair, meu celular emitiu um ruído e eu resolvi ver do que se tratava.

– Não acredito! – falei, indignada.
– Que foi? – minha mãe apareceu rápido no corredor, preocupada.
– O dólar subiu de novo, agora tá 4,07! – respondi, mostrando a ela o aplicativo, minha mãe me olhou confusa e voltou para a cozinha.

“Quatro e sete! Onde já se viu?”, pensei e voltei a alisar meus cabelos. Aí me olhei no espelho, mas não como alguém que está se arrumando, e sim com aquela cara de espanto que a gente faz quando se dá conta de algo. “Desde quando comecei a me preocupar com o valor do dólar?”, me perguntei mentalmente.

Sei que essa resposta está logo no começo da faculdade, acho que assim que tive aulas de Economia no segundo semestre checar o valor do dólar se tornou um hábito para mim. E por se tornar um hábito, também virou um ato mecânico: coisa que em menos de um minuto se faz, muitas vezes até sem perceber que o estou fazendo. Também virou comum conversar sobre essas cotações em rodas de amigos ou na faculdade, mas tão, tão comum, que até então eu não tinha me dado conta do quanto.

Me dei conta de algumas outras coisas: os livros que eu mais pego na biblioteca e carrego durante os meus trajetos de ônibus são sobre Comex, Economia e assuntos correlatos. Quando criança, ficar chateada sempre que meu pai pedia para que eu me calasse enquanto ele assistia ao jornal era parte de minha rotina, mas hoje sou eu quem em casa pede silêncio diante das notícias. E também me dei conta de que eu já não estava mais arrumando o meu cabelo enquanto pensava nessas coisas.

Acho que o tempo deve ser mesmo cheio de pregar essas peças nas pessoas. Um dia estou correndo descabelada no quintal, fazendo caretas quando sentia o cheiro forte do café; e outro dia me descubro gente grande, preocupada com assuntos de gente grande, às vezes até recorrendo ao próprio café se parecer difícil me manter acordada. Tudo isso nítido na minha memória como se fosse ontem, como se um estalo tivesse consumido os anos que se passaram até aquele dia que chamei hoje: a última terça-feira.

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Alguns esclarecimentos

Textos

Eu não tinha a pretensão de escrever tão cedo sobre este assunto novamente, mas depois de passar um pouco de raiva cheguei a me perguntar se fui tão clara quanto quis ser sobre minhas posições e na dúvida resolvi escrever.

Vou exemplificar porque ainda que sejam assuntos totalmente diferentes, dá pra traduzir várias coisas que penso a partir do mesmo conceito: gosto muito de roupas, sapatos e livros, muito mesmo. Poderia até incluir CDs nessa categoria, só que o Spotify e o Youtube facilitam demais a minha vida — apesar de complicar a explicação que pretendo. É melhor me reter às roupas, sapatos e livros.

Que seja, o ponto é que mesmo gostando bastante deles, não os saio comprando compulsivamente só por isso… Tá que há aproximadamente um ano eu comprava os livros compulsivamente mesmo, admito. Mas estou melhorando nisso, agora tem mês que nem compro livro; e sei que parece meio doido quando digo isso, mas já cheguei a comprar cerca de três livros por semana. Sério. Só que agora estou me controlando e evoluindo.

No entanto, ainda que sendo coisas mais ou menos distintas entre si e com vários contrastes no que cabe à minha preferência, meus critérios de escolha são basicamente os mesmos. Quanto às roupas e sapatos não sou muito de ligar pra marca e nem sou cliente fiel de uma loja, considero mais a qualidade, meu gosto, o conforto e o preço.

Com os livros também é mais ou menos por aí, não gosto muito de best-sellers (não é uma regra absoluta do tipo boicote ao mainstream, vez ou outra aparece algo que me atrai. Mas na maioria dos casos acabo me decepcionando e voltando pro underground) e não tenho uma livraria favorita; sei sobreviver à base de Saraiva e Fnac, mas também com o Sebo do Messias (e outros desconhecidos desde que sejam limpos) e maquininhas da Sé. E vivo muito bem assim.

Falei isso porque gosto de encarar quase todas as outras coisas desta mesma maneira. Por quais razões gosto dessa peça? Por que prefiro comprar aqui e não ali? Minha decisão de compra ou contratação de serviço é geralmente pautada a partir dessas respostas, e para coisas mais complexas gosto de usar a análise SWOT.

Acho que fui clara até aqui, não? Espero que sim, porque é agora que o negócio fica mais estreito.

O que é a política senão a prestação de um serviço? Estou falando da política na raiz e na prática correta e devida, e não dessa coisa que passa na TV ou do assalto desarmado que a gente sofre todo dia.

O Aurélio a define como “ciência do governo das nações”, mas eu gosto de enxergá-la como um conjunto de práticas visando regular as relações civis, públicas e até mesmo as privadas — um serviço necessário à sociedade.

Necessário sim, mas que precisa ser levado a sério. Se nessa “ordem” que a gente conhece as coisas saem desse jeito, imagine sem nenhuma tentativa de organização! Acho que não preciso de outro motivo lógico para dizer porque sou contra a anarquia.

Eu gosto sim de estudar ciência política, leio sobre e até comecei a assistir um MOOC da USP sobre o tema na semana passada — tem um de ética que é bem interessante também. E se estudo e pesquiso é porque se tem outra maneira melhor e mais fácil de resistir ao engano e à manipulação ainda não vi.

Não gosto, e nem quero, impor minhas opiniões e preferências a ninguém. O que eu gostaria mesmo é que todo mundo pesquisasse e sentisse a mesma satisfação que encontro quando sei que concluo as coisas por mim mesma, porque sei o quanto isso me faz bem. Não preciso que todo mundo concorde comigo, até porque se todo mundo pensasse como eu não surgiriam ideias novas e melhores, e não é essa a minha vontade.

Mas há quem pergunte minha opinião sobre essas coisas, e aí sim respondo com convicção e prazer porque sei no que acredito e por que acredito. Se concordar comigo ótimo, e se não concordar também, na maioria das vezes costumo ser tolerante e paciente — sim, há exceções: não me sinto obrigada a tolerar quem desconhece a tolerância, apesar de também não ver nisso motivo para briga; e existe limite para tudo nessa vida, inclusive para o meu estoque de paciência. Até tento ser simpática e legal, mas se alguém estoura sua cota individual no meu estoque antes de resolver perguntar minha opinião eu automaticamente me sinto no direito de não eufemizar nenhuma verdade indesejada. Só isso.

Sim, já fui chamada a participar de partidos, e sim, mais de um. E não estou interessada, por vários motivos. Primeiro porque é meio difícil encontrar um partido com visão semelhante à minha, geralmente me identifico mais com candidatos equilibrados que transcendem o próprio conceito de partido; e segundo que se encontro gente ativa na política com quem minhas ideias se identificam prefiro apoiá-las de alguma maneira e me dedicar melhor às outras áreas de minha vida — porque sim, existe vida além da política. E outras preocupações, prioridades, assuntos, etc.

Quanto à minha visão eu diria que está mais para centro-direita. “Centro é para os indecisos” e blá blá blá? Não me importo, já disse, sei no que acredito e porque acredito; e se descobrirem algum outro modelo melhor e mais eficiente não vejo nenhum problema em mudar de opinião.

Como acabei de escrever sobre objetos e SWOT, os meus critérios de escolha são outros e abomino essa futebolização da política onde as pessoas se sentem obrigadas a escolher uma camisa e um partido sem a necessidade de identificação total com suas ideias e valores por qualquer outra razão incompreensível pra mim. Se até pro Corinthians já parei de torcer contra quando percebi que mesmo não torcer a favor não me parece um motivo racional para ser fervorosamente contrária, não consigo entender como alguém consegue encarar uma coisa tão séria dessas na mesma óptica.

E também, na minha cabeça é muito tênue a linha entre a política e a economia, tanto que em minhas escolhas não sei desvencilhar as duas. Não porque ache que dinheiro é a coisa mais importante de todas, acho que já escrevi aqui que discordo da vantagem absoluta e da mão invisível descritas por Adam Smith (e também não sou a favor da teoria ressurgida em forma de neoliberalismo); mas também não consigo enxergar essa preocupação com os indefesos que os vermelhos tanto pregam quando analiso as palavras violentas de Karl Marx — acabei de lembrar-me de uma coisa muito engraçada que meu professor disse sobre Marx em uma aula de Economia Internacional, mas acho melhor deixar pra lá.

Por enquanto o meu pensamento se identifica mais como alguma coisa entre as vantagens comparativas de David Ricardo e a intervenção governamental descrita por John Maynard Keynes — mas não vejo essa intervenção como algo sujeito propriamente aos desejos de nenhum presidente, para não cair no retorno a nenhuma prática absolutista; prefiro pensar nesse algo como um poder semelhante ao de um judiciário independente.

É claro que não precisaria ser independente se presidido por alguém íntegro e que priorizasse as reais necessidades da nação em detrimento de seus interesses partidários, mas…

Me preocupo com a área social sim! Nasci e cresci em São Miguel e depois me mudei para o Itaim Paulista, ambos na ZL, já vi muita gente sofrida e acho que toda pessoa precisa de todas as condições necessárias para se ter uma vida dignamente humana; mas quando falo dignamente humana não me refiro à parasitagem.

É essencial a qualidade na educação, na saúde, na moradia e no transporte público; tudo tem que ser feito da melhor maneira possível e, quando necessário um preço, que este seja o mais acessível (não é utopia querer uma administração de recursos eficiente, e prova disso é que vários outros países conseguem. Eliminar e punir corretamente a corrupção, além de uma reforma tributária decente e sua aplicação literal já seriam um bom começo). Tampouco o combate à miséria deve ser negligenciado.

Essa questão de combate à miséria é a mais complicada de ser explicada, porque grande parte das pessoas costuma se colocar de maneira absolutamente contrária ou a favor de projetos como Bolsa Família e etc, e até nisso a minha opinião diverge. Não gosto de muitos aspectos ligados ao desenvolvimento da coisa, mas não desprezo totalmente a ideia, acho que tudo depende.

Por exemplo, conheço vários casos de mulheres que têm intencionalmente vários filhos pensando no auxílio e também de homens que se acomodam ao ponto de não levarem em conta os seus próprios ofícios e, sinceramente? Com o perdão da palavra, acho que só com muita mediocridade e mal caráter mesmo para conseguir arquitetar mentalmente uma coisa dessas. E tem também aquelas fraudes, tipo cachorro que recebe auxílio e outros que ultrapassam muito a minha criatividade; nesses pontos sou contra e só isso expressa a minha opinião.

No entanto, se houvesse uma fiscalização antifraudes, mais critérios e uma conscientização, se necessária acompanhada de capacitação profissional ou algo do tipo que servisse pra mostrar às pessoas que não é pra ficar na dependência exclusiva do auxílio a vida inteira, não penso que eu seria das mais contrárias.

Tem também aquele clichê do “Critica o Bolsa Família, mas se inscreve no CSF” que todo mundo já deve ter ouvido uma vez na vida. E, não é querendo ser propositalmente contrária, mas eu não consigo pensar diferente: não me inscrevo não, e não é só porque meu curso não é um dos mais oferecidos. Não quero mesmo.

Acho o CSF muito bom quando analisada a chance incomparável daqueles que conseguem a bolsa, mas pensando de um modo mais coletivo não acho grande coisa. Porque além do intercâmbio, que é ótimo, eu o vejo como uma outra forma de dizer “Não confio muito no nível de ensino do meu país, por isso vou bancar uns jovens brilhantes lá fora por um tempo para que eles aprendam melhor e se destaquem no mercado de trabalho”.

Aí eu pergunto: não é mais fácil investir no aperfeiçoamento da educação aqui dentro mesmo em vez de delegar isso a outros? Se é viável proporcionar aos universitários uma experiência inovadora de vivência e ensino lá fora, por que não usar o mesmo conceito para trazer mestres e doutores que aperfeiçoem o ensino superior daqui? Na minha opinião o alcance seria bem maior, e a economia também.

A economia, sempre a economia… Sim! Acho muito estranho quando vejo algum candidato criticar ou dizer que não liga muito para os dados econômicos e só se importa com o desenvolvimento social porque, penso que com um pouquinho de raciocínio lógico qualquer um pode entender que sem uma economia estável e crescente não há possibilidade  avanço social.

Não estou fazendo apologia da forma mais pura de capitalismo, espero que estas várias e longas linhas tenham servido para explicar isso, mas me sinto na liberdade de questionar outra vez: se todo mundo resolvesse parar de trabalhar, como cresceria a economia? Ainda sobre o quesito vagabundagem, se ninguém trabalhasse (classifico todas as diferentes funções, salários e cargos), quem pagaria os tributos em geral de maneira proporcional à renda? E sem contribuintes, como poderia um Estado se sustentar? E se um Estado não se sustentasse (dívida interna), como poderia arcar com projetos sociais? E se a União, os Estados e Municípios não arcassem com seus respectivos projetos sociais e necessidades, quem arcaria? Cuba? Venezuela? Argentina? Como recuperar e reerguer o IDH de um país com a economia falida?

Ninguém nunca me respondeu nenhuma dessas dúvidas de maneira satisfatória, mas tudo bem não respondê-las se não quiser me convencer a pensar de outro jeito.

Compreender política é preciso sim!

Textos

Tiro da gaveta mais uma ideia há tanto arquivada, e outro tanto delicada de ser desenvolvida, por achar necessário.

Não tenho pretensão de fazer nenhum manual de Política porque existem vários melhores que qualquer coisa que eu poderia escrever, e até porque além de ser trabalhoso demais, pouca gente tem paciência de ler o que escrevo, rs. O que quero mesmo é fazer um texto de reflexão, algo que talvez possa servir como ponto de partida – e não quero, de maneira alguma, impor a minha visão de mundo sobre ninguém, porque detesto quando tentam fazer isso comigo.

Enfim, partindo do princípio, acho válido dizer que, como a maioria das pessoas, um dia achei desnecessário Política, Filosofia, Direito, Economia e todas essas coisas que são tidas por chatas – e muitas vezes me refaço esta mesma pergunta, quando confronto todo o idealismo com a parte real da coisa. Mas tive um start um tanto incomum para pensar nessas coisas.

Meu avô materno é comunista até hoje. Sua preferência não é simplesmente socialista ou centro-esquerda, mas sim da extrema esquerda. Mesmo. Desde muito cedo, meus primos achavam irritante qualquer preocupação que envolvesse estes assuntos de gente grande, e por isso me deixavam sozinha com meu avô quando qualquer tema desses aparecia no meio da conversa.

Eu devia ter uns doze anos quando percebi que não concordava muito com as ideias do meu avô. E não é como se já tivesse me interessado instantaneamente pelo assunto, mas achei que até mesmo para discordar eu precisava de argumentos que me mostrassem o porquê dessa discórdia. Daí surgiu minha visão crítica.

Na escola, minhas matérias preferidas sempre foram História, Literatura, Artes e Geografia; ou qualquer outra coisa que passasse longe das Ciências Exatas, porque para elas o meu raciocínio é ainda mais devagar que a minha lentidão natural. Ainda assim eu não gostava muito de Filosofia, porque até mesmo a Matemática me parecia (um pouco) mais fácil de se entender sempre que eu ficava tonta ao perceber que as respostas para todas as perguntas que eu percebia não estariam sempre ao meu alcance. Até compreendo hoje que isso é inevitável, mas não deixa de ser frustrante.

Até que um dia resolvi ler Eric Arthur Blair, mais conhecido como George Orwell, e além de gostar bastante da Revolução dos Bichos e 1984, achei um tanto intrigante que sua própria preferência socialista não fosse um empecilho à sua visão crítica. Aí sim surgiu, em mim, um genuíno interesse.

Ainda nessa fase da adolescência, queria muito estudar Jornalismo em uma universidade pública e futuramente me especializar nas Ciências Políticas, mas não pretendia sair de São Paulo… Resumindo, perdi alguns anos tentando entrar na USP, e minha mãe é grata até hoje por eu não ter passado – sério mesmo. Mas foi só depois de perceber com meus próprios olhos toda a manipulação por trás das mídias que eu mesma acabei desistindo.

É claro que a visão de mundo que tenho hoje não foi desenvolvida de uma hora pra outra, anos foram necessários. Não gosto de estudar Direito até hoje, geralmente estas são as matérias que mais detesto em minha grade curricular, mas sou obrigada a admitir que algumas de suas premissas foram fundamentais para a formação de opinião que tenho hoje.

Entretanto, não acho que sejam apenas os conhecimentos de uma área ou outra necessários, porque sem a visão crítica não há nenhuma capacidade de questionamento, e sem esta torna-se inviável qualquer mudança.

Junho de 2013 foi, de longe, a coisa mais interessante que aconteceu no Brasil em qualquer aspecto político depois das Diretas Já; e não acho que teria acontecido se as pessoas não questionassem a relação dos discursos que ouvimos com a realidade que vivemos, ou a quantidade de tributos que nos são cobrados com os casos de corrupção.

Outro ponto que acho extremamente necessário tocar é a minha visão apartidária. Porque vejo, muitas vezes, o próprio partidarismo como empecilho à visão crítica. Já ouvi alguns relatos de pessoas partidárias que admitem que a ideia de Fulano ou Ciclano pode até ser melhor, mas que a sabotam por não ir de encontro aos interesses de seus partidos – muita gente desconhece que este é um dos principais problemas na nossa estrutura política, e até hoje não encontro nenhuma razão suficientemente lógica nisso.

Não foi o prazer que me mostrou a importância de me preocupar com todas essas coisas, mas a visão crítica sim. Foi a visão crítica que me levou a questionar a propaganda comunista a qual por muito tempo fui exposta na escola sem perceber, e também foi ela que me levou a buscar outras visões – e questionar também os fundamentos, as fontes por trás dessas outras visões. Foi a visão crítica que me mostrou a necessidade de não acreditar em tudo o que vejo na televisão, e também foi ela que me mostrou que desligá-la pode ser muitas vezes o melhor a se fazer.

Questione! Questione as propostas, mas não pare nelas, cheque também os formadores de opinião. Questione Marx, mas também questione Maquiavel e Adam Smith. Faça bom uso do quote ‘Penso, logo existo’ antes de qualquer coisa, e só vote tendo plena consciência do que está fazendo – porque é verdade que a Política não é a coisa mais importante de sua vida, mas ela certamente vai influenciar boa parte do seu dia-a-dia.