TAG: Bloggers Recognition Award

Textos

Então, esse post estava planejado para sair há mais ou menos uma semana, mas… Imprevistos, compromissos, trabalhos e listas de exercício da faculdade, feriado para aproveitar com os amigos etc. Aí não deu, sabe?

Enfim, eu fui indicada pela Claudine Bernardes, que escreve coisas interessantes no blog A Caixa de Imaginação. E devo confessar que, antes de aceitar o desafio, ponderei bastante se era algo que eu realmente queria fazer ou não. Aceitei porque, quando estava perto de completar um ano com esse blog, pensei em escrever algo relacionado ao ato de blogar em si, responder coisas que já me perguntaram e afins, mas acabei deixando a ideia de lado. A TAG não só me relembrou como veio a calhar.

Pelo que entendi, o objetivo deste post é:

  1. Contar o porquê desse blog;
  2. Dar dicas a blogueiros novatos.

Prometo que vou tentar seguir o script.

Porquê: quando disse que tentaria, quis dizer que a história pode ser um tanto quanto longa. Vou tentar dar uma resumida.

Eu sou blogueira há muito tempo. Mesmo. Descontando as pausas, que não foram poucas, escrevo em blogs há uns onze ou doze anos. Estava na quinta ou sexta série, não me lembro ao certo – mas faz muito tempo.

Chuto que foi na quinta série, porque foi quando comecei a ter aulas de redação e descobri que gostava de escrever poesia. Não estou querendo dizer, com isso, que desde o início os meus blogs tinham um conteúdo de que eu me orgulhe hoje (5ª série, olá!). Pra ser sincera, nesse começo, na época do weblogger (Terra), blogger (Globo.com) e outros dinossauros da blogosfera, minha principal função na internet era trocar de templates e escolher uns cursores estranhos. E meus posts eram do tipo “Hoje fui ao shopping com minha amiga e ganhei um carimbo da Hello Kitty no McLanche Feliz”, coisa bonita de se ver não mesmo.

Dá pra ver que não consegui perder o hábito com o passar dos anos. Mas os assuntos foram evoluindo, graças a Deus.

Antes de sossegar aqui experimentei vários outros endereços, em vários outros hosts, por motivos variados também. Porque vire e mexe tenho uma ideia diferente de título URL, aí troco. Porque até então não tinha encontrado um host que me agradasse completamente. Ou porque eu esquecia a minha senha, coisa que aconteceu muitas vezes aliás. Mas gosto daqui, e cansei de mudar. Pretendo que as coisas continuem assim.

Mas a principal razão para manter-me aqui é, sem nenhuma sombra de dúvida, a minha paixão pela escrita. Quando queria ser jornalista, sempre que eu dizia algo sobre esta minha vontade, pessoas me perguntavam se eu queria apresentar o JN ou algum semelhante. E não, nunca quis: eu gosto mesmo é de escrever, me sinto muito bem fazendo isso. Gosto de editar, reler e me encanto com o modo como as ideias se organizam em um texto. Na verdade, esta é uma das coisas que mais gosto de fazer, e eu certamente não estaria aqui se não fosse isso.

Dicas: entenda que a minha experiência não diz respeito a nada que tenha sido criado com algum intuito profissional, e por isso as minhas dicas são bem relativas. Cabe analisar se são mesmo válidas ou não.

1. Goste. A internet é uma das coisas incríveis que já inventaram, mas é também o maior palco já visto para bizarrices que não acontecem off-line espero que não mesmo. Se a sua ideia, ao criar um blog, for simplesmente visibilidade ou qualquer coisa semelhante, eu pessoalmente acho melhor nem tentar. Porque dá trabalho, que não é pouco, e se a sua recompensa não for a satisfação pessoal em fazer algo que gosta, muito dificilmente o esforço vai valer a pena.

2. Escreva com sinceridade. Não consigo escrever sobre algo que não acredito. Sei que muita gente até faz isso, mas eu não conseguiria deitar a minha cabeça no travesseiro depois de fazer uma coisa dessas. E não queira escrever para agradar os outros também. Sei bem que, às vezes, já basta um título especial para trazer muitos leitores em um post, isso acontece mesmo e não é a isso que me refiro; falo sobre querer escrever tudo o que as pessoas querem ler, sabe? A menos que a sua pessoa realmente agrade todo mundo, o que acho muito difícil, não recomendo querer fazer isso em um blog.

3. Leia bastante. Quanto mais lemos, melhor escrevemos. Coisas que poderiam ser apreendidas lentamente em todas as gramáticas da língua portuguesa são melhor compreendidas quando lemos no dia-a-dia. A longo prazo, o efeito pode surpreender. De verdade.

4. Mas estude um pouco também. Não tô falando de perfeição, porque se fosse assim não faríamos nada, mas é bom sim. E isso em dois sentidos: estude sobre o que quer escrever, para poder falar com segurança; e estude pelo menos o básico de concordância e coesão da língua portuguesa. Repito que não estou falando de perfeição, mas sei que, no íntimo, ninguém quer escrever para passar vergonha. Eu continuo estudando até hoje, é coisa comum sentir dúvida ou me esquecer alguma regra básica e correr pro Google.

5. Compreenda a diferença entre blogs e diários. É verdade que, quando publicamos algo, compartilhamos muito de nós com quem tem paciência para nos ver. Mas também não precisa compartilhar demais! Encontre o limite entre compartilhar ideias, ou experiências úteis, e se expor.

6. Seja uma pessoa interessante. Outro dos malefícios da internet é que as pessoas se sentem muito livres para querer mostrar algo que não são. Não caia nessa! Se você for uma pessoa interessante, que tem conversas interessantes, posts interessantes serão uma consequência direta. Não precisa forçar a barra.

Não vou marcar ninguém porque estou meio desatualizada, ultimamente ando tendo dificuldade para acompanhar blogs assiduamente.

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Escrevo

Crônicas

Escrevo por prazer, para relaxar ou pensar melhor. E, se escrevo, é porque não descobri jeito melhor de compreender o que às vezes parece tão confuso quando dentro de mim; ou então porque quando vejo as letras tomando forma no papel me surge um sorriso tão espontâneo! Acho que estranho mesmo seria não escrever.

Não existe uma palavra perfeita para descrever. Foi escrevendo que descobri algo que, quando faço, é como se não existisse nada mais existisse à minha volta, e me desligo. Me transporto para um planeta estranho e só meu, onde o único barulho audível em minha cabeça é o som de meus pensamentos e das teclas traduzindo o que antes permanecia oculto em minha mente.

As palavras são tão mais claras quando no papel! Na folha não existe espaço para medo, vergonha ou qualquer coisa assim. Quando tenho que falar algo para um grupo distinto do qual estou acostumada, por exemplo, às vezes me sinto gaga e as minhas pernas tremem demais, e no meio do nervosismo até mesmo a língua portuguesa me parece um idioma distinto daquele que tanto amo no papel: as palavras saem atravessadas e a cada dez segundos sinto que falhei em algum ponto da gramática ou da concordância, mas se escrevo não sinto falta de nenhum método avançado ou técnica específica; não existe mistério, nem insegurança.

Escrevo para lembrar, algumas vezes até como lembrete de que preciso escrever. Não é como se isso fosse para mim algo no qual eu me sinta boa e possa me gabar, porque não vejo a coisa dessa maneira e já vi muita gente o fazer melhor que eu, sejam eles os escritores renomados ou conhecidos, gente como a gente mesmo. É possível, talvez, que escrever seja a única coisa na qual não me sinto intimidada por não me sentir boa o bastante; eu simplesmente não me sinto presa a nenhum tipo de comparação. É uma coisa minha, e sendo minha não vejo necessidade de ter um público-alvo específico ou me sentir diminuída por não ser nenhum Machado de Assis. É tudo muito automático, simples como o respirar, e diferente disso jamais deve ser.

Mas não escondo, compartilho. Não é por status, e sim porque fazendo isso me sinto mais gente. Todos têm um sonho secreto de mudar o mundo para melhor de alguma forma e sei que apenas palavras não bastam para isso, mas também sei que é no campo das ideias que as coisas começam. Não há precisão de aplausos ou outdoors, assim como também não existe nenhum motivo para esconder. Quando vejo, nas letras, a capacidade de traduzirem tanta sensibilidade e inconformismo, penso que as palavras conseguem até ser mais humanas que muita gente por aí.

Tem muita alma, e vida nas palavras. Elas podem ser doces, mas se descuidadas perigosas, e depois de soltas nunca voltam. Se só nos comunicássemos por escrito, talvez, seria mais fácil dar conta de cada palavra dita e pensada – mas como a vida não é assim, sou a primeira que precisa aprender a falar também.