Cartas vivas

Cristianismo, Devocionais

Desde os meus seis anos, que eu me lembre, sempre gostei muito de fazer e receber cartas. Mantive esse costume por muitos e muitos anos, ainda que nem sempre enviadas por meios oficiais como o correio; mas guardo em uma lata todas as cartas e bilhetes que já recebi das pessoas que são ou já foram importantes na minha vida.

Existe uma coisa mágica nas cartas e bilhetes que nenhum e-mail, SMS ou mensagem de whatsapp consegue substituir. Gosto principalmente das cartas manuscritas porque elas carregam a ideia de que a pessoa que escreveu parou e gastou um tempo específico pensando no que queria dizer e em como faria isso, o que é bem contrário à urgência dos modelos de mensagens que costumamos enviar.

Eu sinceramente acho que deveríamos voltar a escrever mais cartas. É claro que reconheço que elas não são nada mais que um veículo, um meio de transmitir uma mensagem; mas ainda assim são um dos meios que mais gosto.

Há alguns dias, enquanto estava fazendo minha devocional, achei na Bíblia uma analogia muito interessante que fala, justamente, sobre cartas. Na segunda carta de Paulo aos coríntios, o apóstolo diz:

Vocês mesmos são a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos. Vocês demonstram que são uma carta de Cristo, resultado do nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos.
2 Coríntios 3:2-3, NVI

Gosto das cartas porque elas me servem de lembretes, assim como as dedicatórias. Cada palavra, traço ou vírgula escrita revela uma porção do quanto significamos para quem as escreve; e Paulo nos compara a cartas vivas! Ou seja, cada pensamento e ação nossa devem transmitir a mensagem de Cristo, não com palavras vazias de sentido, e sim como prática de vida.

Não sei explicar o quão lisonjeada me senti quando li isso. Deus, que é grande e poderoso, que poderia escolher quaisquer outros meios mais eficazes se assim quisesse, escolheu um ser tão pequenino e falho quanto eu para viver e só então transmitir o Seu recado. E eu não consigo imaginar nenhuma mensagem mais importante.

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Medo de avião

Cristianismo, Devocionais

Quarta-feira passada estudei o modal aéreo na faculdade. Comecei anotando tudo o que pude, prestei atenção nos cálculos e fiz os exercícios; mas depois de um certo tempo minha cabeça começou a viajar.

Quando pequena, eu costumava ter muito medo de avião. Não era só um medinho bobo, sabe? Era pavor, e tudo começou com o 11 de setembro: me lembro de ter oito anos quando os aviões se chocaram contra as torres, e logo minha cabecinha infantil começou a pensar que o Brasil seria o próximo da lista.

Devo ainda dizer que minha casa na época não ficava exatamente longe do aeroporto de Guarulhos… Eu via os aviões ficando cada vez mais altos nos céus e escutava os seus barulhos todos os dias; então obviamente seríamos um alvo em potencial – uma pequena vila no bairro de São Miguel Paulista, veja só!

A gente meio que subestima as paranoias das crianças, mas não é como se tivesse muito tempo que perdi o medo de avião, acho que no máximo uns dois anos.

O curioso é que, não bastava ser uma menina com medo de avião, desde muito cedo quis viajar para vários lugares do mundo, e saca só: não me sinto confortável com a ideia de entrar em navios também! Pra que tanta complicação de vida, não é mesmo? – eu realmente continuo esperando que alguém consiga inventar e popularizar o teletransporte.

Acontece que, à medida que fui crescendo, descobri que o meu medo não era essencialmente de aviões e nem de navios. Sendo bem sincera, não consegui descobrir o nome disso até hoje… Eu basicamente tenho medo de qualquer coisa que literalmente me tire do chão, entende?

Não é medo de altura, acho até bacana a ideia de subir em um prédio alto e ficar observando a vista; mas nunca, jamais, em hipótese alguma, cogitaria fazer bungee jumping, tirolesa, rapel e qualquer outra coisa que me passe a impressão de estar pendurada, flutuando e afins.

Acredito que pisar no chão é uma das melhores sensações da vida! Gosto de caminhar, saber bem onde estou pisando e ter a certeza, ou pelo menos a expectativa, de que as coisas não vão sair desmoronando de repente.

Sem perceber acabei levando esse gosto pra tudo o mais que envolve a minha vida, de formas que aquela garotinha com medo de avião jamais poderia imaginar. Acabei desenvolvendo um instinto de proteção pra todas as minhas decisões cotidianas, onde acabo abandonando tudo em que não sinto firmeza.

É triste pensar que, em tempos de pós-modernidade, a solidez passa a se tornar cada vez mais rara. Eu não sei muito sobre Sociologia, o pouco que sei é por causa do Bauman, e é dele a famosa frase: “Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar”.

Resumindo de maneira bem simples, Bauman reclama sobre a liquidez de nossos tempos. Ele denuncia nossa geração dizendo que estamos cada vez mais modernos, mais submersos em nossos smartphones, redes sociais e tablets onde “conversamos” com mil pessoas ao mesmo tempo, mas estamos perdendo a habilidade de olhar no olho e conversar com uma só. Zygmunt também diz que estamos nos tornando descartáveis, dada a facilidade com que trocamos de amizades e relacionamentos no primeiro conflito de interesses – como dica, eu diria que vale a pena separar um tempo para considerar o que ele diz.

Sabe onde mais eu já encontrei essa liquidez sendo descrita? Na Bíblia! Lá está escrito que com o aumento da maldade o amor de muitos se esfriaria (Mt 12:12), e que nem mesmo aos laços sanguíneos seria dado o valor esperado (Lc 12:53). É só ligar a TV no jornal pra perceber que não é nada distante daquilo que vemos quase todos os dias.

Amélie Poulain é um de meus filmes preferidos, e “São tempos difíceis para os sonhadores” é sua citação mais conhecida e repetida. O problema é que, se a coisa já parece difícil pra quem quer sonhar, também não está fácil para quem prefere colocar os dois pés no chão.

Eu costumava me preocupar demais sempre que me pegava pensando nessas questões, mas enquanto fazia uma de minhas devocionais esse mês encontrei descanso:

“De fato, eu, o Senhor, não mudo. Por isso vocês, descendentes de Jacó, não foram destruídos.
Malaquias 3:6, NVI

Ele não muda, Suas misericórdias continuam se renovando a cada manhã (Lm 3:22-23) e só por isso continuo em pé. Só nEle eu encontro mais solidez do que jamais poderia imaginar.

May the force be with you

Cristianismo, Devocionais

Deixa eu contar uma coisa pra vocês: amo filmes e séries que narram aventuras em outros planetas, viagens no tempo, ficções científicas etc. E como muitos de vocês de já devem ter percebido (bom, pelo menos eu imagino que sim), a Netflix liberou a maioria dos filmes da saga Star Wars – que apesar de eu considerar muito mais fantasia que ficção científica, o enredo é tão cativante que simplesmente não pude resistir.

Não, eu não maratonei. Porque a gente cresce e arranja um monte de coisas sérias pra fazer, e de repente não dá mais pra maratonar filmes e séries como antes. Mas sim, saí assistindo loucamente, e assim continuo, tudo o quanto posso. E também gosto de fazer associações estranhas para ilustrar meus pensamentos, acho bom vocês começarem a se acostumar com isso.

Enfim, enquanto assistia Uma Nova Esperança, e mesmo agora bem depois, uma coisa que Obi Wan Kenobi disse ficou ecoando em minha cabeça. Acho bom já deixar claro que eu não estou querendo comparar o Cristianismo com magia, com a Força e nem nada do tipo; mas achei essa parte muito interessante mesmo!

Nessa cena em questão, Luke Skywalker e Obi Wan Kenobi contrataram Han Solo para os levar até Alderaan, o planeta da princesa Leia, em socorro à Aliança Rebelde. Enquanto Obi Wan está treinando Luke para enfrentar o Império Galáctico na nave, Han Solo faz piadinhas sobre a Força e os exercícios com o sabre de luz. Aí o Kenobi resolve colocar uma viseira antes que Luke tente outra vez, ao passo que este responde:

— Com a viseira abaixada, não consigo ver. Como posso lutar?

— Seus olhos podem enganá-lo. Não confie neles.

A partir daí uma série de outras coisas interessantes acontecem, e eu não vou narrar porque não costumo ser aquela conhecida por soltar spoilers (pelo menos não intencionalmente, porque às vezes meio que escapa, sabe?). Para quem ainda não tiver assistido, recomendo que assista, porque vale muito a pena.

Sabe o que eu achei curioso? Os Cavaleiros Jedi podem ser diferentes dos cristãos em vários aspectos, mas na fé não. E embora a carta aos Hebreus ainda hoje não tenha um senso comum sobre a sua autoria (eu, particularmente, faço coro com aqueles que acreditam que foi escrita por Apolo após a morte de Paulo; mas não posso afirmar isso com convicção), essa fala do Obi Wan me lembrou em muito um versículo bem conhecido:

Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.
Hebreus 11:1, NVI

Em todo o capítulo 11 de Hebreus podemos ver uma sequência de nomes que lemos no Antigo Testamento, além de outros desconhecidos após a ressurreição de Cristo, como exemplo de pessoas que fizeram coisas incríveis, ou receberam promessas de igual significância e em alguns casos sofreram; mas que devido a fé puderam viver experiências que não imaginavam, e até hoje são lembrados por isso. Pensa num legado!

E eu venho pensando bastante sobre isso ultimamente, sabe? Porque acredito que fé não é uma coisa que dá para explicar racionalmente, tem muito mais a ver com aquela voz que a gente sente como a mais pura verdade bem no íntimo do nosso ser, mesmo quando os nossos olhos insistem em nos mostrar uma coisa totalmente contrária. Afinal de contas, eu concordo com o Kenobi: nossos olhos não são lá muito confiáveis.

Queria saber colocar melhor em palavras o tamanho do papel que a fé exerce em minha vida, mas sinceramente não acho que tenho esse dom, porque vai muito além da minha compreensão humana que é limitada. Só sei que é real, e é justamente a fé que me ajuda ver sentido onde naturalmente me seria possível enxergar qualquer lógica. A fé me liberta das minhas próprias barreiras e de lutar apenas na minha própria força, me torna alguém melhor do que de mim mesma eu jamais poderia ser.

Semana passada eu estava lendo textos e comentários aleatórios na internet sobre coisas variadas, e lendo alguns comentários sobre um vídeo recentemente postado em um canal cristão percebi com ainda mais clareza o quanto a falta de fé pode alterar toda a visão de mundo na vida de uma pessoa. Até tentei responder e explicar como algumas coisas são tão nítidas pra mim e de maneira alguma se contradizem, mas em certo ponto percebi que minhas explicações seriam completamente inúteis para quem não tem um pingo de fé.

Eu nunca tinha visto Hebreus 11:6 tão claro na vida de alguém, e ver isso me tocou de uma forma que ainda não sei definir. Me fez perceber o quanto mesmo tendo visto por tantas vezes Deus me proteger, me guardar e fazer coisas que antes eu sequer conseguiria imaginar, ainda assim a minha fé é tão pequena perto do que realmente poderia ser.

Que bom que o próprio Jesus nos deixou um ótimo exemplo de como é possível solucionar esse nosso problema:

Perguntou Jesus: “O que vocês estão discutindo?”
Um homem, no meio da multidão, respondeu: “Mestre, eu te trouxe o meu filho, que está com um espírito que o impede de falar.
Onde quer que o apanhe, joga-o no chão. Ele espuma pela boca, range os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que expulsassem o espírito, mas eles não conseguiram”.
Respondeu Jesus: “Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino”.
Então, eles o trouxeram. Quando o espírito viu Jesus, imediatamente causou uma convulsão no menino. Este caiu no chão e começou a rolar, espumando pela boca.
Jesus perguntou ao pai do menino: “Há quanto tempo ele está assim? ”
“Desde a infância”, respondeu ele.
“Muitas vezes o tem lançado no fogo e na água para matá-lo. Mas, se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos”.
“Se podes?”, disse Jesus. “Tudo é possível àquele que crê”.
Imediatamente o pai do menino exclamou: “Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade! ”
Quando Jesus viu que uma multidão estava se ajuntando, repreendeu o espírito imundo, dizendo: “Espírito mudo e surdo, eu ordeno que o deixe e nunca mais entre nele”.
O espírito gritou, agitou-o violentamente e saiu. O menino ficou como morto, a ponto de muitos dizerem: “Ele morreu”.
Mas Jesus tomou-o pela mão e o levantou, e ele ficou em pé.
Marcos 9:16-27, NVI

Até mesmo para crer melhor eu preciso dEle!

E eu vou ficando por aqui, até semana que vem.

Seja flor!

Cristianismo, Devocionais

Enfim primavera, minha estação preferida chegou! E sim, eu amo o frio, mas gosto muito mais da primavera e do outono que das outras estações. Tenho meus motivos para isso, e também não sou uma pessoa muito normal. Ainda mais assim, nesse comecinho, longe daquele calor todo exagerado do verão…

Eu sinceramente acho que essa ideia de alternar as estações climáticas durante o ano foi uma das ações mais brilhantes de Deus na criação. Porque, sinceramente, às vezes tenho a mania de enjoar das coisas, mesmo coisas que eu gosto, muito rápido; e sei que não sou a única. Alternar as estações em seu tempo apropriado é uma ótima maneira de fazer com que aproveitemos bem o melhor que cada uma delas pode oferecer.

Um dos motivos, claramente o mais óbvio e clichê possível, para eu amar a primavera, se encontra justamente nas flores. Eu amo flores, de verdade! Desde muito pequena me acostumei a ver minhas avós e tias podando, regando e cuidando de flores das mais variadas; e por mais que as pessoas digam que morar em apartamento é ruim, é apertado etc, a única coisa que realmente me incomoda é não ter espaço pra montar um jardim bem colorido, pequenininho mesmo, só de flores – mas as brancas são minhas preferidas.

Nessa semana eu andei pensando bastante sobre isso, de primavera e tudo o mais. Percebi que mesmo as flores, com toda sua fragilidade, têm muito a nos ensinar; e foi o próprio Jesus quem me mostrou isso:

“Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios dos campos. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé? Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer?’ ou ‘que vamos beber?’ ou ‘que vamos vestir?’ Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas. Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal”.
Mateus 6:28-34, NVI

Há uma infinidade de coisas que podem e devem ser observadas nesse trecho, e não só nessa parte como em todo esse contexto dentro do Sermão do Monte: o amor a Deus e ao Reino sobre todas as coisas, o materialismo, a incredulidade e a ansiedade; mas o que me chama a atenção mesmo é o modo simples que Jesus escolheu para nos dizer isso.

Nós todos somos criados de maneira a sempre querer e buscar as melhores coisas: as melhores escolas, os melhores livros, os melhores cursos, os melhores cursinhos, as melhores faculdades, os melhores bairros, e por aí segue-se uma lista bem extensa. Chega a ser automático, instintivo, de tão impregnado que isso está na gente. Não é como se fizéssemos isso por mal, é uma questão cultural.

Aí, pensa! Jesus está ali falando sobre um monte de coisa variada e tem um bocado de gente o ouvindo, achando tudo muito e maravilhoso, até que Ele vai e solta uma dessas. Aquelas pessoas devem ter sido criadas sob essa mesma perspectiva que nós, e sabendo que a maioria das pessoas que seguiam Jesus era feita de pobres, imagino que provavelmente eles fossem frustrados por saber que não conseguiriam ter nenhuma dessas coisas. Talvez eles pensassem que deviam trabalhar mais para consegui-las, ou talvez alguns deles achassem válido usar de meios duvidosos para tê-las, a exemplo de Zaqueu e dos judeus que anteriormente haviam sido advertidos no AT para não enriquecer a custa dos outros.

E é justamente nesse contexto que Jesus vai e fala algo que soa mais ou menos como “Por que vocês se preocupam tanto com essas coisas, que na verdade são supérfluas? Pera um pouco! Tão vendo aqueles passarinhos e flores ali? Eles não têm e nem se preocupam com coisa alguma, é meu Pai quem cuida deles. E vocês são mais importantes que flores e pássaros! Ou acham que Deus não é suficientemente poderoso para cuidar de vocês também?”

Eu imagino que a cabeça deles bugou, porque a minha cabeça também bugou na primeira vez que li isso. E continua bugando até hoje! Como assim, o Deus que criou todas as coisas e tem mais coisas para fazer que o Barack Obama tem tempo para cuidar de cada detalhe da minha vida? Logo eu, que sou tão pequena! E, se mesmo assim Ele cuida de mim, de que adianta eu querer correr atrás de alguma coisa?

Entenda que o texto não está falando especificamente pra ninguém estudar, parar de trabalhar ou coisa do tipo; mas eu sei que vocês são suficientemente maduros para compreenderem isso. Ser comparado a um pássaro, ou a uma flor, fala principalmente de dependência – não dependência emocional ou qualquer coisa do tipo, mas sim de ter a consciência que é o próprio Deus quem me sustenta.

Nem Salomão, que foi um rei riquíssimo, se vestiu com o esplendor de uma flor. Tá, mas o que isso significa? O que você pensa quando vê uma flor, qual a primeira coisa que lhe vem à mente?

Eu penso em beleza, leveza. Perfume, alegria… Na vivacidade das cores que transformam o ambiente.

E o que as pessoas pensam quando lhe veem? Já se fez essa pergunta?

Eu sinceramente não acredito que todo mundo deva necessariamente ser o mais extrovertido possível, até porque eu mesma não sou. Mas também não acredito que acanhamento seja uma desculpa plausível para “poluir” o ambiente. Será que você enche a sua volta de cor e alegria, ou por onde passa tudo continua preto e branco?

Acho muito interessante essa questão da alegria, é algo que tenho não só procurado pra minha vida como também venho pesquisando muito e lendo sobre ultimamente. A Bíblia nos diz que a alegria do Senhor é nossa força (Ne 8:10), e isso tem falado muito comigo ultimamente.

De alguma forma que ainda não sei definir, venho me sentindo mais leve e menos séria (não no sentido de ser negligente, mas sim de saber não me prender tanto as coisas ou a mim mesma, rir e brincar mais), e imagino eu que Deus deseje isso de nós. A Palavra também nos diz que na Presença dEle há plenitude de alegria e prazeres (Sl 16:11), e como é que eu poderia transmitir as pessoas a alegria que é ter Jesus em minha vida se eu mesma não viver essa alegria? Se eu só andar reclamando em vez de florir?

Existem flores de todo tipo, cores e cheiros, o que prova mais uma vez o quanto o Senhor gosta de variedade. Elas são breves, coisa que por vezes nos esquecemos também o ser; simples e dependentes como também devemos ser.