Cristianismo · Reflexões

Manhãs de sábado

E aí, tudo bom com vocês? Feliz ano atrasado! – mas muito atrasado mesmo.

Não, eu não desisti do blog. Mas comecei a trabalhar em janeiro, e isso tem interferido bastante em como o meu tempo é dividido. E neste exato momento o meu Notebook está com uns probleminhas de acesso, e cá estou eu tentando editar esse texto do meu celular, com essa formatação horrível, só porque sinto muita saudade de escrever… Uma hora as coisas vão se encaixando e tomando o seu jeito.

Além disso tudo, tem outra coisa que vocês vão perceber à medida que eu for postando os meus textos novos aqui: não me sinto mais a mesma de antes, e ainda estou aprendendo a lidar com isso. Não sei bem se é crise dos vinte, a correria da vida adulta, o fim da faculdade ou os meus gostos e planos que estão mudando – provavelmente a mistura de todas essas coisas ao mesmo tempo. Só sei que o meu jeito tem mudado, e eu me sinto um pouco menos doce que o comum e psicologicamente mais velha; e consequentemente isso tem alterado o meu modo de pensar, sentir, planejar, me mover e escrever. Algumas pessoas que andam mais perto de mim comentaram ter notado a diferença; e eu não sei se os que me acompanham aqui há mais tempo também vão perceber, mas se por acaso acharem algo meio estranho é porque esse excesso de mudanças tem me transformado mesmo.

Explicações dadas, vamos partir para o que de fato interessa: há alguns sábados acordei cedo, e desde então um pensamento não me saiu da cabeça.

Como já mencionei acima, estou trabalhando, e trabalhando bem longe de casa. Gosto muito do que faço, mas acordo muito cedo e de repente passei a dormir todos os dias no transporte, assim como tomar mais capuccinos do que jamais tomei. Exceto aos sábados, nunca aos sábados: meus sábados são a antítese de tudo o que falei.

Só que naquele sábado não foi bem assim que as coisas aconteceram. Na sexta anterior, saí pra comer com uma amiga após o expediente, e depois que cheguei em casa tentei mexer em algumas coisas antes de dormir. Era só meia-noite e quinze e eu já estava muito cansada; coisa que não acontecia até seis meses atrás. Então programei meu celular para despertar às 9:30 e dormi lindamente.

O que eu nunca iria imaginar é que, em vez de levantar às 9:30 como planejei, às seis da manhã já acordaria inquieta e ficaria me revirando na cama em uma tentativa mísera de dormir novamente como aconteceu. “Vai ver é minha posição”, pensei, “Vou mudar de lado e pronto!”. Só que nada!

Pra não dizer nada, dei alguns cochilos leves, mas nada que eu pudesse chamar de sono profundo porque toda hora eu ficava perdendo o sono de novo. E lá estava eu, me revirando mil vezes em baixo das cobertas com a esperança frustrada de dormir até mais tarde, mas ainda assim me recusando a me levantar cedo no meu único dia de descanso.

No entanto, Deus costuma me mostrar algumas coisas sempre que tento e não consigo dormir, tanto que 80% das minhas letras de músicas (contando as que vocês obviamente não conhecem) surgiram assim. Eu só nunca havia experimentado isso pela manhã.

Recentemente eu reli os quatro evangelhos, e eles ainda estavam fresquinhos em minha cabeça quando isso me aconteceu. Aí fiquei refletindo nas palavras que Jesus gravadas em João 8.36:

“Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres”.

E fiquei me perguntando: por que às vezes não conseguimos desfrutar plenamente de nossa liberdade se já somos livres?

O meu gatilho para esta reflexão foi uma manhã sem a minha liberdade de dormir  sendo exercida, mas quantas outras vezes já vi eu mesma e outros presos à coisas das quais Cristo já nos libertou? Já parou pra pensar nisso?

Desde esse dia passei a me policiar muito mais quando qualquer sentimento ou pensamento negativo tentam encontrar espaço em minha cabeça, e venho sentindo uma liberdade intensa como há tempos não sentia!

Passei a listar coisas onde essa liberdade já me alcançou, e vou compartilhar algumas delas com vocês:

  1. Cristo já me libertou de toda mágoa;
  2. Cristo já me libertou de todo orgulho;
  3. Cristo já me libertou de todo o medo;
  4. Cristo já me libertou de todo engano;
  5. Cristo já me libertou de toda defraudação emocional;
  6. Cristo já me libertou de todo o passado;
  7. Cristo já me libertou de toda condenação;
  8. Cristo já me libertou dos outros;
  9. Cristo já me libertou, principalmente, de mim mesma.

Eu ando lendo um livro muito bom do John Piper chamado Graça Futura, onde ele explica que só a fé na graça futura, e não a gratidão, pode nos manter perseverantes em Deus. Porém, neste mesmo livro ele também diz que a gratidão nos leva a reconhecer que o tanque das graças passadas é inesgotável e só aumenta a cada dia!

Quero encerrar este texto convidando vocês, caros leitores, a refletirem o quanto também foram cercados pela graça e pela liberdade de Cristo no passado, ainda que de início não tenham compreendido, o quanto isso impactou suas vidas de forma positiva hoje e o quanto mais Ele tem preparado para nós no futuro – obviamente não digo isso em termos de teologia da prosperidade, mas espero que vocês já saibam disso.

“‘Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro. Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvirei. Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. Eu me deixarei ser encontrado por vocês’, declara o Senhor, ‘e os trarei de volta do cativeiro'”.

Jeremias 29:11, NVI

Até a próxima!

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