Cristianismo · Reflexões

Minha justiça não vale nada

Oi! Preciso avisar vocês que esse blog passará por algumas mudanças.

Acontece que, apesar de já ter postado alguns estudos bíblicos e coisas semelhantes aqui, por ser um blog pessoal, eles nunca foram muito constantes – e isso vai mudar um pouco a partir de agora.

Na verdade, até pensei em criar um outro blog, para as coisas não ficarem muito misturadas e confusas. Mas, embora não pareça, criar um blog dá trabalho, sabia? É preciso pensar em nomes novos e tantos outros detalhes que não surgem simplesmente de uma hora pra outra, além de conciliar dois blogs com as matérias restantes da faculdade, estágio, cursos, projetos pessoais etc. Se eu fosse levar todas essas coisas em conta e criar um novo endereço mesmo assim, precisaria no mínimo de uns dois meses para me organizar, e isso atrapalharia a urgência que eu venho sentindo em compartilhar algumas coisas.

Isso não quer dizer, entretanto, que vou parar de escrever crônicas e textos sobre assuntos diversos. Só que num primeiro momento isso se tornará secundário, mas com um tempo as coisas vão acabar se alinhando. Pelo menos é essa a minha expectativa.

Ainda não sei bem como definir a categoria desse texto que estou escrevendo, mas pode-se dizer que ele serve como uma introdução para todos os temas semelhantes que serão tratados daqui para frente. E acho que chega de avisos por enquanto.

Indo direto ao assunto, nessa semana estive pensando bastante em umas coisas que costumo ouvir, e é justamente sobre isso que quero falar. Acredito que já falei aqui um pouco sobre minha vida em alguns textos, sobre a minha experiência de ter nascido em um lar cristão, ter me desviado aos quatorze anos e só ter me fixado novamente em uma igreja local quando já tinha dezessete (falei, não?).

O que eu não contei ainda é que nesse período que andei afastada minha vida não era tão interessante quanto as pessoas costumam imaginar, nada que fosse do tipo ‘sexo, drogas e rock’n’roll’, ou parecido com isso. Na verdade, eu sempre tive fama ser a “certinha” dentre as minhas amigas, nerd, a mais ajuizada, decidida, pé no chão etc. Tanto que quando me converti várias pessoas me disseram “Por que? Você nem precisa” e outros discursos semelhantes.

Domingo agora, conversando com uma de minhas melhores amigas, voltei a ouvir esse mesmo discurso, coisa que há anos não acontecia. E durante toda a semana isso não me saiu da cabeça.

Acontece que eu, que me conheço melhor que todas essas pessoas queridas, não penso que eu era TÃO boa assim como eles tendem a acreditar. Eu era rancorosa, não sabia perdoar. Orgulhosa. Infeliz. E vingativa também. Às vezes ficava meio difícil de distinguir o que fazia parte da minha imaginação e o que era realmente verdade, e outras vezes eu era meio estressada, quase grossa; e obviamente estava sempre certa também, as outras pessoas nunca tinham razão… Sinceramente, acho que se fosse para cavar todas as qualidades ruins que eu tinha e as outras pessoas não viam, me faltariam palavras para descrever com exatidão.

Sendo mais sincera ainda, continuo descobrindo coisas em que eu preciso melhorar quase todos os dias – e digo quase não porque nos outros dias eu me julgue perfeita, mas sim porque muito provavelmente deixo algum defeito passar batido. Sabe como é, a gente tende a ser muito compassivo conosco, o problema está sempre nos outros…

O que quero dizer é que, há aproximadamente sete anos, descobri que minha justiça não valia muita coisa; e mesmo hoje não continua valendo. A verdade é que muito me choca quando vejo pessoas supostamente cristãs se autoproclamando “merecedoras” da salvação em um mundo onde todas as demais pessoas têm todos os motivos para arder eternamente no inferno, porque a mensagem da cruz me mostra claramente que ninguém merece coisa alguma, exceto arder eternamente no inferno (TODOS, sem exceção); e aí surge uma coisa inexplicável, incompreensível, chamada Graça, que oferece à todas as pessoas justamente o contrário do que elas mereciam receber.

É de se dar um nó na cabeça, não?

Eu sei que é sim. Mas é fundamental, é a base de tudo o que vivo e acredito. E as demais coisas vou explicando depois.

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