Cristianismo · Estudos Bíblicos · Para Meninas

Não despertem nem incomodem o amor enquanto ele não o quiser

Há alguns anos, acho que dos dezessete pra cá para ser mais exata, venho notando com mais profundidade algumas coisas que eu não compreendia assim antigamente. Essas situações, um tanto complicadas e desagradáveis, vão ficando ainda mais claras com o passar dos anos, à medida que vamos aconselhando pessoas e tal, mas eu relutei muito em escrever este texto porque algumas coisas não parecem que precisam ser ditas. Mas também não nasci sabendo tudo isso, e foi por isso que resolvi escrever.

Como acabei de dizer que não gosto muito de escrever diretamente sobre isso e sinto que muita coisa precisa ser dita, esse vai ser um texto bem longo; mas prefiro já aproveitar e falar de uma vez tudo o que eu for lembrando sobre porque não quero tocar nesse assunto tão cedo novamente. Em grande parte, quase que totalmente na verdade, escrevo este post especificamente para garotas/mulheres, porque só aconselho meninas e costuma-se esperar que caras tenham uma postura diferente, mas admito que alguns itens são gerais. Vai caber ao leitor saber distinguir quais. E também escrevo isso numa óptica cristã, já adianto que algumas coisas parecerão impossíveis ou mesmo absurdas se lidas fora de todo um contexto de vida cristão. Algumas outras coisas podem parecer meio duras, tanto para falar quanto ouvir, por isso vou tentar brincar um pouco com o tema para passar a mensagem de um jeito mais leve – o que de nenhum modo tira, entretanto, a seriedade do assunto.

Nesse mesmo mês de outubro, acho, eu estava relendo o livro de Cântico dos Cânticos em uma ou duas devocionais. E acho esse um livro muito curioso, por N motivos. Um deles é que, sempre que releio aquelas cantadas, me pergunto como um homem conseguiu conquistar uma mulher com aquelas palavras, e a gente vê pelas respostas da Sulamita que sim, funcionou mesmo. Mas se tem uma coisa que, sempre que fixo os meus olhos sobre me chama a atenção, é isto:

“Mulheres de Jerusalém, eu as faço jurar pelas gazelas e pelas corças do campo: não despertem nem provoquem o amor enquanto ele não o quiser.”
Cântico dos Cânticos 2:7

Não posso falar muito acertadamente sobre aspectos teológicos do livro, ou de qualquer outro, visto que sou leiga, mas duas coisas me chamam a atenção no versículo acima: a primeira, é que no verso aquela que é descrita como A Amada faz uma recomendação estrita para mulheres; e a segunda coisa é que, salvo algumas poucas alterações de palavras, o versículo é repetido outras duas vezes (Ct 3:5, 8:4).

Sobre a primeira coisa, comecei me perguntando por que não há no livro nenhuma recomendação parecida aos homens. A primeira hipótese, logo descartada, foi a de que homens não se apaixonassem prematuramente, pela pessoa errada ou certa, e foi descartada por motivos lógicos. Eu nunca tive irmãos que me ajudassem a fundo na compreensão do comportamento masculino, mas observando os meus amigos mais próximos percebi que, embora em aparente menor escala (porque alguns caras insistem naquela reputação de durão a zelar, etc), quando estão muito apaixonados eles são tão trouxas quanto a gente. O amor é lindo, mas a paixão sempre poderá ser vista como um estado em que o ser humano se encontra em constante superação daquilo que outrora achava ridículo, e isso independe de sexo.

Quanto à repetição, admito que não sou o tipo de pessoa que gosta muito disso. Na verdade, até uns anos atrás eu pensava que ouvir determinadas coisas uma vez só era o suficiente. Só que o tempo me ensinou que a vida não é assim e que nós nos esquecemos muito facilmente de várias coisas que não deveríamos, assim a repetição funciona como uma trava de segurança. E se o mesmo conselho foi dado três vezes pela mesma pessoa num curto espaço de tempo, não vejo alternativa a não ser tratar-se de um assunto extremamente importante. Mas, se no parágrafo anterior concluí dizendo que homens apaixonados são tão trouxas quanto as mulheres, por que toda esta ênfase dirigida apenas para as mulheres?

Uma das coisas que me ajudaram a compreender o porquê é a forma que nós, mulheres, encaramos o amor. Existem sim exceções, mas quando as pessoas dizem que mulheres se apegam demais etc., não é mentira. Também não é mentira quando dizem que a mulher começa a se ligar nessas coisas em média dois anos antes dos homens, porque a própria forma como fomos criadas nos leva diretamente a isso. A verdade é que a gente se apega ao conceito de amor muito antes de aprender a amar, e é justamente isso que nos torna ainda mais apegadas.

Não sei dizer exatamente como as crianças brincam hoje em dia, e às vezes tenho até medo de imaginar, mas quando eu era criança e brincava com bonecas em nenhum momento me imaginei como mãe solteira, porque mesmo brincando sozinha eu já treinava broncas do tipo “Agora você vai ficar de castigo, quietinha aí até a hora em que o seu pai chegar”. E quando chegava a noite e eu não consigo dormir, meu coração a-ce-le-raaa… a nossa mente era bombardeada com contos de fadas, príncipes perfeitos e outro monte de coisas assim. Todas as noites. Eu, particularmente, até hoje prefiro os cavaleiros medievais aos príncipes encantados, mas essa é uma escolha muito pessoal. E pra completar esse complexo de contos medievais, seu pai te cria como uma princesa e diz que só mesmo sendo um príncipe para te merecer. E é assim que a caca começa.

O fato é que nós, mulheres, começamos a receber esse tipo de informação muito cedo. Logo no começo da adolescência, enquanto os meninos ainda estão empinando pipa, nós estamos começando a procurar testes e textos bobos na internet com títulos mais ou menos como “Descubra agora se ele gosta de você” e/ou outras bobeiras parecidas – vou te falar que, aos doze anos, já até vi menino gostar, mas nunca vi gostar mais de uma menina que do videogame; e nós, como bobonas que somos, já aprendemos a chorar nesta mesma idade. Sempre vi homens reclamando desse romantismo exagerado e iludido das mulheres, mas não acho que eles tenham a real noção de quanto dano toda essa exposição precoce nos faz.

Não bastando tudo isso, tendemos a crescer e continuar nutrindo essas fantasias com toda a indústria de filmes, livros e músicas criados com o único intuito de fazer as mocinhas chorarem. Caso queira uma dica, boicoto quase todos eles. Porque, com toda honestidade, eu já sou extremamente romântica sem tudo isso; tenho até medo do cocô que eu poderia virar caso permitisse que essas ideias frutificassem ainda mais em minha cabeça.

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Mas He’s Just Not That Into You vai continuar sendo um filme romântico que sempre acho válido rever.

E aí que, voltando ao versículo em questão, dá para compreender que a real ênfase é que não precipitemos o amor, por razões óbvias que todas nós já conhecemos. Tendo em mente que já expliquei alguns fatores que nos tornam mais propícias a fazermos isso, vou listar alguns comportamentos que, nesses últimos anos, venho notando como sinais que demonstram justamente o contrário.

Mas não quero, de nenhum modo, com este texto apontar o dedo na cara de ninguém, não entenda as coisas que vou dizer como indireta. Só estou querendo mostrar algumas coisas que passam longe de nos fazer bem, mas que quando somos mais novinhas, ou estamos muito apaixonadas, ficam meio difíceis da gente perceber.

Outra coisa que devo avisar antes de começar a lista, sabendo que alguns itens falam diretamente sobre varoagem, é que esses conselhos não devem ser aplicados por adolescentes. Porque amor é coisa séria, e se você for bem sincera consigo mesma, deve saber que ainda não tem maturidade para isso. Na minha adolescência eu não tinha maturidade suficiente nem para escolher o que eu queria comer no jantar sem ficar indecisa, quanto mais pra falar de amor – coisa que não me impedia de pensar ou gostar, mas… Vai começando desde já a estudar pro ENEM em vez de botar um monte de caraminhola na cabeça que você ganha mais, vai.

Procura incansável

Acho que nenhuma das outras coisas que já escrevi ou ainda vou dizer reflete tanto a essência do versículo como esta.

Menina, fica quieta aí. Coisas boas acontecem quando a gente menos espera, e do jeito que a gente menos espera também. As surpresas boas são algumas das melhores coisas que tiramos dessa vida, e você não deve permitir que a ansiedade lhe tire isso.

Fora que, assim como Murphy apronta quando você precisa encontrar aquele objeto extremamente necessário, seja ele qual for, para colocar na bolsa e sair rápido, geralmente as pessoas que procuram desesperadamente o amor de suas vidas são as que mais demoram para encontrar. É melhor não esquentar a cabeça e deixar que ele lhe encontre.

Ilusão

Se tem uma coisa que já perdi a conta na vida entre tantas outras coisas, porque sou de humanas é de quantas amigas iludidas já ouvi. Caso já tenha experimentado, deve saber que é uma das sensações mais surreais. Às vezes dá vontade de chacoalhar a pessoa e gravar pra saber se ela sabe mesmo o que está falando – e, se tiver tentado, vai saber também que nem assim adianta muita coisa.

Talvez eu possa até estar escrevendo alguma besteira aqui, não sei. Porque, falando de mim, sou o tipo de garota que, se não estiver completamente explícito que um cara sente algum interesse por mim, passo vinte anos respondendo “Nem, é impressão sua” para qualquer um que tente me convencer do contrário, fácil fácil. E não é querendo me fazer de tonta não, essa característica me é muito intrínseca para ser fingida com tamanha dedicação. É uma coisa bem natural, mesmo.

Não estou querendo com isso dizer que todas devam ser lerdas como eu. Mas confesso que, pelo menos uma parte de eu não sair me iludindo por cada cara interessante que conheço deve-se a isso. Mas por outro lado tenho amigas que, às vezes, basta um cara dizer “Bom dia” para elas traduzirem mentalmente como uma declaração de amor seguida por pedido de casamento. Assim mesmo, tudo de uma vez!

Meninas, sério? Sério mesmo? O simples fato de um cara ser simpático com você não significa necessariamente que ele gosta de você. Significa que ele não é grosso, isso sim, e que é educado, coisa que você também deveria ser. Fica mesmo aí com essas ideias absurdas e depois passa a vida toda reclamando que não sabe conversar com homens, mas se continuar assim não vai saber mesmo. Você não deve guardar só pro crush toda a educação que sua mãe lhe deu, e nem pensar que a simpatia por si só é prova de amor, porque não é e nunca vai ser – inclusive, quando essa ideia do cão lhe passar pela cabeça, procure perceber se o cara não é simpático com todas as meninas também; mas não vai sair chamando o sujeito de cachorro, porque existe grande probabilidade da loucura estar em você e não nele.

Eu sei que existem uns caras sem noção que saem iludindo meio mundo mesmo, e sem nenhuma dó. Mas decida você mesma ser menos iludida, coloque seus dois pés no chão e vai se sentir bem menos exposta a esses tipinhos.

Carência

Também sei que, às vezes, coisas assim acontecem: você liga a TV e começa a zapear, aí logo de cara vê umas criancinhas que nem pararam  de esperar a fada do dente ainda já beijando na boca. Talvez, alguns daqueles colegas com quem tenha estudado junto já estejam começando a se arranjar/noivar/casar/ter filhos agora. Suas tias, que você vê umas três vezes por ano, não perdem a chance de perguntar sobre os namoradinhos em nenhuma dessas vezes e você sorri amarelo, quase chorando por dentro, começando a se perguntar se ainda continuará solteira aos trinta ou se morrerá só, morando com uma dúzia de gatos.

e os namoradinhos

Primeira coisa: já cogitou cachorros no lugar dos gatos?
Brincadeirinha.

O que quero dizer é bem simples: nenhuma dessas coisas vai parar de acontecer, e você precisa ser madura para aprender a lidar com cada uma delas. As criancinhas aqui do condomínio (criancinhas, note que não estou falando de adolescentes) falam e fazem coisas que não param de me chocar; suas amigas não vão parar de namorar só para que você se sinta menos encalhada; e, infelizmente, também é muito improvável que suas tias parem de fazer essas perguntas desagradáveis.

A questão não é o que as pessoas fazem, mas sim como você se sente a respeito disso. Seja você mesma a pessoa a lhe suprir esta carência com o amor próprio e procure sentir paz, a despeito do que aconteça à sua volta ou quão sozinha se sinta – coisa essa que sempre lhe será essencial, só ou com alguém. Mesmo porque, se você acredita que Jesus é tudo em sua vida, não faz o menor sentido achar que é infeliz porque não tem um namorado.

Falta de outras prioridades

Não, não estou chamando ninguém de vagal. Mas naquelas, né? Se a carapuça servir…

Falo isso com todo o amor do mundo, mesmo. Porque, às vezes a gente vê a menina tão, mas tão focada no crush, que passa a impressão de que a vida dela se resume a isso. E essa coisa de passar o dia todo suspirando e escrevendo coraçõezinhos no caderno sem conseguir se concentrar em mais nada não dá certo não.

Sei que, se você prestar atenção direito, vai descobrir uma lista de coisas interessantes que garotas solteiras podem fazer: vá cuidar de pessoas, leia um livro, estude uma nova língua, aproveite o Netflix, aprenda a tocar um instrumento, viaje… Sei lá! Uma coisa é esperar o amor da sua vida aparecer, mas outra coisa bem diferente e inútil é não fazer mais nada na vida enquanto se está esperando.

Trouxiane

Tá, então você já está gostando de alguém. Isso torna tudo o que estou falando mais complicado, porque as coisas mais estúpidas tendem a acontecer quando estamos gostando de alguém. Eu, particularmente, posso dizer que odiei profundamente todos os momentos em que me percebi gostando de alguém, porque é exatamente nessas horas que as nossas trouxianes interiores aparecem.

trouxiane

Nós, seres humanos em geral, ainda não encontramos o limite para sermos trouxas, conseguimos nos superar a cada dia. Para não demorar demais nesse tópico, vou falar apenas sobre duas formas que vi a trouxiane interior se manifestar na vida de pobres apaixonadas.

A) Aquelas que querem, a todo custo, serem notadas: creio que subtítulo é autoexplicativo.

“Mas, Geórgia, toda mulher apaixonada quer ser notada. Aff”, e eu concordo porque é verdade sim. Ainda assim, existem garotas que levam isso muito a sério. Surpreendentemente a sério demais.

Tipo, claro que é a coisa mais natural do mundo querer gargalhar de uma forma sexy, balançando os cabelos ao ar condicionado como se fosse uma cheerleader em plena periferia de São Paulo, não é? Também é mais que natural curtir todas as mesmas bandas, livros, filmes e séries que o cara que você gosta, certo? E não vou nem falar sobre ser a primeira a curtir tudo e qualquer coisa que ele postar em todas redes sociais que já inventaram – na verdade vou falar sim, mas deixo isso um pouquinho mais para a frente.

Compreenda que não estou falando sobre as possíveis afinidades, porque acho isso muito legal. E também não estou falando sobre de repente os dois trocarem indicações para essas coisas, o que também é legal. Estou falando sobre revirar cada mínimo detalhe do perfil do sujeito no Facebook e sair curtindo as mesmas páginas, que talvez você nem saiba do que se trata direito, na esperança dele ver isso e pensar “Uau, essa garota gosta das mesmas coisas que eu!”, ou pior, ter a brilhante ideia de querer impressionar o cara falando sobre coisas que você não compreende; mas a trouxiane te põe uma venda e não deixa você perceber o que qualquer pessoa em estado normal enxerga a distância: vai dar bosta.

Achei no YouYube dois vídeos da Fabíola Melo que, creio eu, podem ajudar mais que qualquer coisa que eu me atreva a dizer a respeito. Veja primeiro esse, e logo em sequência você pode assistir este aqui.

B) Aquelas que literalmente fogem para não serem notadas: sim, eu acabei de escrever que toda mulher apaixonada quer ser notada, e repito. Ainda assim, por mais confuso que isso possa parecer (e é mesmo), dentro desse conjunto geral de mulheres que querem ser notadas existe uma porção que também quer ser notada, mas sente um imenso pavor quando pensa, de verdade, nas implicações dessa notoriedade. Esse tipo é até mais fácil para eu falar porque, quando a minha trouxiane interior aparece, é sempre dessas.

Sabe quando eu disse odiar essas descobertas? Então, quem me conhece de perto sabe que sou atrapalhada, e muito atrapalhada inclusive. E aí que essas descobertas nunca me ajudaram a ser menos atrapalhada, pelo contrário: só pioraram as coisas. Porque é como se o cara x sempre tivesse sido uma pessoa absolutamente normal, e de repente acontece alguma coisa estranha que você até entende mas reluta em aceitar, e a partir daí só de chegar perto desse cara você começa a sentir uma vergonha descomunal que até então nunca sentiu. Esse é o estopim que declara aberta a temporada de cacas, que ninguém sabe quanto tempo pode durar.

Algumas das cacas que já fiz: uma vez, quando vi o cara que eu tava gostando (e ele não, porque Deus é bom), comecei a ficar muito vermelha sem nenhum motivo específico, e por ficar vermelha fiquei tão desesperada com medo de ele passar e ver a trouxiane, que saí correndo e me escondi atrás de uma amiga, porque… Na hora isso me pareceu a coisa mais inteligente a se fazer. E, em outras vezes que quis correr e não pude também fiquei vermelha, gaguejei, tropecei, derrubei coisas ou fiz outras trouxices igualmente humilhantes que só me davam ainda mais vontade de correr.

Quando me perguntam quais tipos de romance acho ideais, sempre respondo com aqueles que começam na amizade e, uma das razões para essa resposta é que, imagino eu, a amizade iniba a surpresa e corte esses efeitos trouxianes no mínimo pela metade.

Stalker

Suponha que você e o cara já sejam amigos. É normal que vocês conversem abertamente sobre qualquer coisa e isto acabe se refletindo também nas redes sociais de vocês dois, certo? Certo.

Mas não é normal, se vocês ainda não tiverem construído essa amizade, que você saia curtindo todas as fotos, links, comentários e rastros que o cara der, seguindo ele por todos os cantos; e é ainda pior se você fizer isso pessoalmente.

Eu sei que você não quer assustá-lo, que você só quer ser simpática e compreende que a internet é uma grande ferramenta que te ajuda a conhecer a pessoa em quem está interessada, saber suas ideias, se vocês combinam etc. Mas agir assim tão descaradamente não vai lhe ajudar, e digo isso com toda certeza porque sempre que um cara com quem não tenho proximidade faz isso comigo minha vontade não é fazer amizade, e sim correr – e não estou dizendo “correr” no sentido trouxiane não, estou falando de correr até a delegacia e pedir um mandado de restrição de uns 20 km de distância. Porque com loucura não se brinca.

Unilateralismo

Uma coisa que acontece com frequência, e não penso que seja errado, é que nós, mulheres, sejamos aconselhadas a ter conversas casuais com algum cara por quem sintamos interesse. Não se trata de nenhuma conversa de outro mundo ou falar sobre os seus sentimentos não, só coisas normais mesmo. Conheço homens cristãos e sérios que dão esse conselho, e eu mesma já aconselhei amigas nesse  mesmo sentido. Mas por quê?

Como se já não bastassem todas as manias estranhas que temos, outra coisa que precisamos tomar muito cuidado é para que não nos apaixonemos por aquilo que imaginamos que tal cara seja, coisa que pode passar muito longe de corresponder à realidade mas que por outro lado é mais que fácil para nós.

Já aconteceu comigo umas… três vezes durante a adolescência, acho. Porque às vezes eu achava que gostava demais de uns meninos, mas a trouxiane foragida aqui nunca deixava eu conversar com eles como pessoas normais, sabe? Aí, quando por qualquer motivo que nem me recordo mais esses caras começaram a conversar comigo, em todos os três casos me decepcionei ao descobrir que gostava bem mais daquilo que eu imaginava que eles eram que daquilo que eles eram de fato. E é essa a razão para que mulheres sejam aconselhadas nesse sentido.

Não achei isso em português, mas acho que ilustra bem o que acabo de dizer.
Não achei isso em português, mas acho que ilustra bem o que acabo de dizer.

Só que, no caso da garota aceitar esse conselho (e eu nunca vi nenhuma recusar), antes mesmo de começar ela já precisa ter duas coisinhas em mente: a primeira coisa é que, hoje em dia isso não é muito difícil de  fazer, nada difícil na verdade, com Facebook, Whatsapp etc. Mas nem sempre esse tipo de conversa é recomendável, porque para isso é preciso ter muita clareza para entender que não dá pra ficar só conversando online com o cara todos os dias e achar que tudo está indo muito certo, progredindo às mil maravilhas e blá blá blá. Porque nem sempre é assim que as coisas funcionam na vida real.

Uma dica nesses casos é parar e analisar se essas conversas também acontecem face a face. Porque se não acontecerem, pessoalmente vocês se ignorarem e ainda assim você insistir em forçar uma proximidade que não existe, é melhor saber que pode estar se iludindo muito e deveria segurar essa trouxiane querendo agir em você.

Outra coisa que também recomendo é reparar melhor em quem procura quem. Porque se você chegar à conclusão que só você se aproxima, só você puxa conversa, só você cumprimenta, só você demonstra interesse, só você curte publicações e mais uma lista de itens começados com “só você”, mande a sua trouxiane para bem longe e recue todas as casas. Quando não há nenhuma reciprocidade, pessoa nenhuma merece tanta atenção e dedicação assim.

Liberação feminina, vírgula

Não quero entrar em questões muito sexistas porque detesto machismo, e se discordo do feminismo é porque vejo nele uma reprodução às avessas daquilo que o machismo tem de pior. Particularmente penso que ambos mais atrapalham do que ajudam.

Mas mesmo entre minhas amigas que aderem mais pontos da agenda feminista, além da igualdade salarial e da luta contra a violência doméstica que eu também apoio, é comum que em nossas conversas elas demonstrem admiração por caras com certos tipos de atitudes padrões que a sociedade espera de um homem. Nunca conheci nenhuma mulher que gostasse de caras bananas, desde as mais meigas às mais revoltadas.

E aí que, se você ficar tomando a frente em tudo sempre, até mesmo usando o exemplo do unilateralismo, você corre tanto o risco de nunca saber se o cara gosta ou não de você quanto de não descobrir se ele é um banana ou não. Já parou pra pensar nisso? Uma coisa é tão contrária à outra que chega a ser um impasse muito óbvio. E eu sei que você não quer namorar um machista babaca, mas também duvido muito que queira um bobão.

Algumas mulheres que ouvem isso encaram como ofensa, mas também sei de outras que concordam sem admitir. A verdade é que a gente não deixou de gostar de coisas como o cavalheirismo, e “I am a man who will fight for your honor, I’ll be the hero you’re dreaming of. We’ll live forever, knowing together that we did it all for the glory of love” é uma coisa que anda meio em extinção em ultimamente – deixe uma criança passar a infância inteira assistindo Karatê Kid um milhão de vezes, e já sabe no que vai dar.

Marcação de território

Esse é um ponto relativo, porque tem gente que até gosta; mas acredito que quanto mais discreta você saber ser sobre os seus sentimentos, melhor. Até porque pessoas não são postes para serem marcados por aí, e se você prestar bem atenção vai perceber que pessoas sérias que não fazem a menor questão de manter seus sentimentos em segredo são aquelas que já estão com a coisa mais ou menos encaminhada – ou seja, não vá querer sair fazendo isso com um cara que você nem sabe direito se gosta de você ou não porque vai ficar feio, e muito feio.

Vale lembrar também que “marcar o território” é bem diferente de conversar ou mostrar que alguma coisa te fez lembrar do cara por quem você anda se interessando, coisa que é bem simples, agradável, e tanto homens quanto mulheres podem fazer. Marcar território é quando a pessoa faz questão de postar um milhão de fotos revelando essas particularidades para que o mundo todo saiba que ali tem alguma coisa, sabe? Quando na verdade não precisa de todas essas exaltações.

Até porque se você diz que Jesus é tudo na sua vida e acredita que Ele não estava brincando quando falou sobre as preocupações da vida e que a cada dia basta o seu próprio mal, não tem por que achar que os seus sentimentos não estavam inclusos no pacote e que você precisa sair fazendo tudo do seu próprio jeito para não perder aquilo que nem sabe se tem ou não, não é?

Na boca do povo

E por falar em exaltações… Até pensei em incluir essa parte na marcação de território, mas achei que poderia dificultar um pouco a explicação.

A Bíblia nos ensina que a boca fala do que o coração está cheio (Mt 12:34), mas isso não quer dizer que você pode sair falando pra todo mundo que está gostando de fulano. Conte àquelas pessoas que o próprio Deus separou para lhe aconselhar e fique quieta, assim se os seus amigos mais próximos descobrirem sobre os seus sentimentos, e possivelmente eles vão acabar descobrindo mesmo porque ninguém consegue guardar segredo por muito tempo, não precisa ser porque você já saiu espalhando pra igreja inteira antes – sério, se essa ideia lhe passar pela cabeça, ainda que remotamente, é sinal de que a trouxiane está te dominando muito. Exorciza já esse negócio da sua vida.

Só vou dizer dois motivos para você se preservar e não fazer isso, mas saiba que a lista é infinita:

A) Você mesma pode acabar mudando de ideia, descobrindo que não era pra tanto, desgostando etc. Isso não é errado, e pode sim acontecer. Mas se você não tiver feito o menor segredo, vai acabar sentindo uma vergonha que não precisava passar.

B) Sei que essa é uma coisa bem desagradável para se pensar e talvez até insensível para se dizer, mas… Como sugeri no começo desse texto, tenta esquecer um pouquinho daqueles filmes e livros bonitinhos feitos para as meninas chorarem e vamos falar de realidade – e não queira me bater por escrever isso, porque é o tipo de coisa que uma amiga de verdade precisa lhe dizer: talvez o seu crush não goste de você. É triste sim, mas você precisa ter isso em mente desde o início e ter maturidade suficiente para saber que, caso isso aconteça, mesmo com toda a tristeza, uma hora isso vai passar, seu mundo não vai acabar e você vai sim sobreviver.

Agora, suponha que enquanto você insiste em viver com a cabeça em algum tipo de realidade paralela (que de realidade não tem nada) onde vocês dois correm de mãos dadas por campos de algodão, ele esteja orando/caminhando com/gostando de outra e de repente apareça namorando essa outra. Com que cara você vai ficar se já tiver aberto a boca pra todo mundo?

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3ª Guerra

De todos os tópicos que escrevi, confesso que nenhum me enoja tanto como esse. Eu preferiria dizer que estou louca, que isso é coisa da minha cabeça, que esse tipo de coisa nem acontece, mas… Nós sabemos que isso não é verdade.

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Sabe o que sinto quando vejo duas mulheres brigando por causa de um homem? Sinto algo que faz “vergonha alheia” parecer um termo vago para definir, mas muito vago mesmo. Porque, sinceramente? Se eu namorasse um cara e ele me traísse, e isso gerasse em mim uma vontade louca de bater, não acho que seria na coadjuvante que eu descontaria esse ímpeto, por razões óbvias de eu namorar ele e não ela. E conseguem me assustar ainda mais essas meninas que nem namoram o cara, mas ainda assim resolvem brigar porque… Eu não sei por quê, não consigo compreender.

Aí a gente chega pensando que na Igreja, que é o corpo de Cristo na Terra, essas coisas não acontecem, e de fato não deveriam acontecer porque não foi para esse tipo de idiotice que Deus nos resgatou, mas sim para que vivêssemos de maneira totalmente contrária a isso. Só que, infelizmente, muitas vezes vi o comportamento de algumas meninas demonstrar que se ainda não voaram tufos de cabelo é só porque isso escandalizaria demais as pessoas, sabe? E aí elas decidem que a melhor decisão é fazer todo um joguinho ridículo por baixo dos panos.

dilma, porrada e bomba

Falo com tanta revolta assim porque isso já aconteceu comigo algumas vezes, mas só vou falar de duas porque depois de passar um tempo sendo destratada, perguntei para essas meninas em questão se era mesmo o que eu estava pensando e elas me confirmaram com todas as letras – e só depois de tudo esclarecido elas pararam de me tratar como uma “ameaça” e me aceitaram como amiga. E eu não estou escrevendo isso para ofendê-las de maneira alguma, só quero que vocês entendam alguns dos perigos de agir dessa forma.

Eu fui criada em um lar cristão, etc. e tal, mas por vários motivos que não vêm ao caso aqui e agora andei afastada por cerca de três anos. Findando esses três anos, mesmo desviada, tive uma experiência com Deus que nunca senti antes e isso me fez voltar a buscar um templo onde eu pudesse congregar. Nesse mesmo tempo, conheci o amigo que mais tarde acabaria me levando para o grupo onde continuo até hoje e tive a plena convicção que é o lugar que Deus quer que eu esteja desde a segunda vez em que fui. Só que, no começo, a ideia de permanecer aqui não me apetecia muito, embora eu nunca tenha dito a esse meu amigo exatamente o porquê.

Não vou citar nenhum nome aqui, e independente de tudo o que aconteceu depois, acho que nunca vou perder a consideração que sinto por esse amigo porque nunca me esqueço do quanto devo a ele, e nunca deixo de ser grata. Então sim, nós éramos bem ligados mesmo, mas acho importante frisar aqui que nós dois nunca, nunca, nunca mesmo sentimos um pelo outro nada que ultrapassasse a amizade, coisa que até pouco tempo algumas pessoas ainda me questionavam sobre.

O fato é que, a despeito dos erros que ele possa ter cometido, quando cheguei onde estou eu não conhecia ninguém além dele. E eu não sou exatamente o tipo de pessoa fácil de se enturmar, até eu me acostumar direito com todo mundo leva algum tempo. Nessa fase difícil de adaptação, além da atenção desse amigo em questão, contei muito com a atenção e o apoio de dois outros amigos muito queridos que ainda hoje permanecem próximos.

Repara bem nisso que estou dizendo: três amigos homens, entre alguns outros homens na maioria e algumas poucas meninas foram as pessoas que mais me ajudaram nessa fase de adaptação. Preciso mesmo dizer o por quê?

Vou dizer sim, porque quero que vocês, garotas, compreendam a responsabilidade que têm e não cometam essa mistura de infantilidade com idiotice nunca na vida, e com ninguém!

Esse meu primeiro amigo, que me apresentou pra todo mundo, era meio que bastante bonitinho, e aparentemente eu era uma das únicas garotas de quem ele não fazia o tipo (só que nem todo mundo percebia isso). Ele também era instrumentista e, confesso que nem eu, que ultimamente venho experimentando um pouco disso, consigo compreender esse encanto que qualquer um que faz algum barulho musical exerce com mais facilidade sobre as pessoas do sexo oposto, mas a gente sabe que isso também existe.

E aí que esse meu amigo me recebeu muito bem, cuidou bem de mim nesses primeiros passos que são muito importantes na vida de um cristão. Só que ao mesmo tempo que ele se esforçava para que eu me sentisse à vontade, todas as menininhas que babavam em cima dele, e não eram poucas, faziam justamente o contrário. Naquela época elas me olhavam torto, faziam fofoquinhas, intriguinhas e esse tipo de comportamento que nem mesmo quando eu estava no maternal as criancinhas faziam. Repito que isso tudo não saiu da minha cabeça, lembre-se que as próprias garotas me confirmaram isso depois de algum tempo. Adivinha porque eu queria ir embora! Eu só tinha dezessete anos, e com essa idade isso me parecia muito drama para eu saber direito como lidar.

E graças a Deus tudo acabou se resolvendo, mas e se isso não tivesse acontecido? A única coisa que me segurou no lugar onde estou nesse começo difícil foi a convicção de que era por causa de Deus que eu estava ali. Só que eu já tinha algum tipo de “bagagem cristã” também, não sei dizer com muita certeza se um neófito, que é um novo convertido, pensaria assim logo de cara. Dentro desse próprio raciocínio, eu poderia pensar que poderia ter ido procurar Deus em qualquer outro lugar e não ter aprendido boa parte das coisas que sei hoje, ou ainda pior, poderia ter pensado “Pra quê eu preciso ser crente se essas daí que já são há mais tempo que eu destratam as pessoas desse jeito? Acho que estava melhor lá fora mesmo”, e ter uma noção completamente equivocada do cristianismo por conta de ciuminhos tolos que não deveriam existir no nosso meio.

Agora pensa comigo: se Jesus nos deixou muito bem claro que, além da graça, a principal base do cristianismo é amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos (Mt. 22:36-40), como pode uma moça ter esse tipo de comportamento, correndo o risco de prejudicar a fé alheia, como se isso não fosse nada? Leia Mateus 18:6 e reflita no que Jesus diz sobre ser pedra de tropeço para alguém.

Outra coisa que também me aconteceu um pouco depois disso, é que a segunda garota que depois virou minha amiga e já era alguns anos mais velha que eu, que praticamente tinha acabado de fazer dezoito, passou mais de um ano me fazendo grosserias e me olhando com cara feia porque, segundo ela, eu “conversava muito” com um cara que não deixou de ser meu amigo até hoje; mas que na cabeça dela, porque gostava muito dele, via coisa onde não tinha – e até hoje não me esqueço que esse foi o primeiro pecado que confessei, porque depois de tentar tratá-la bem por um tempo e ver se as coisas mudavam, pela primeira vez na vida senti vontade de dar uns tapas pra ver se pelo menos assim ela desgostava de mim com alguma razão.

Caso você não tenha percebido isso até agora, no Reino de Deus não tem espaço para nenhum desses mi mi mis que compartilhei acima. Eu não sei dizer se entre os homens também é assim porque nunca vi, mas não sei por que nós, mulheres, gostamos tanto de complicar as coisas.

Sabe o que mais pode acontecer? Acredito que você não goste de caras que saiam por aí distribuindo cantadas de pedreiro, te tratando como objeto sexual. Acredito também que você não goste dos que têm cara de maníaco do parque, e nem daqueles que não têm cara de maníaco mas são, certo? Aliás, se você for um pouquinho exigente como eu, provavelmente deve gostar de caras que tenham algum conteúdo, alguma coisa a mais que os torne diferentes de toda essa ogrice que a gente costuma ver por aí. O problema é que desses aí todo mundo também gosta, já percebeu?

Talvez uma amiga sua goste do mesmo cara que você, e talvez ele também goste dela. Supondo que isso acontecesse, coisa que você precisa compreender que não é completamente impossível de acontecer, o que você faria? Ficaria chorando pelo resto da sua vida, reclamando ser traída e sem querer enxergar que culpar as pessoas pelas escolhas recíprocas que não pôde fazer parte talvez seja um egoísmo seu?

Caso responda que sim, se você ler 1Coríntios 13 com os olhos de quem realmente quer aprender, vai perceber que isso não é amor e passa muito longe de ser o que Deus espera de você.


Para finalizar, quero compartilhar com vocês algumas coisinhas que, nesses últimos meses, vêm caindo no meu coração de uma maneira infinitamente mais forte e confortante. Não encare nenhuma dessas coisas como meras frases de efeito.

Eu sei que, no caso de você que está lendo isso já ser cristã, você deve saber que o amor de Deus e o sacrifício de Jesus por você são incondicionais. Mas será que você realmente se deu conta do que isso significa? Significa que não importa se você é gorda, magra, se tem o cabelo liso ou não, se é bonita ou se sente feia, se é a pessoa mais bondosa de todo o Brasil ou pior que o monstro do pântano quando está na TPM: nenhuma dessas coisas jamais poderá fazer com que Deus te ame mais ou menos. E nada, nada mesmo, pode te separar desse amor se você não quiser (Rm 8:28-39).

A pessoa mais perfeita de todo o universo, que é Jesus, ama você a esse ponto. Como saber disso e não se sentir profundamente amada, ou querer transferir esse anseio da alma para um homem, que é tão falho e imperfeito como você? Diante disso a nossa principal necessidade já foi suprida, e tudo o mais que vier vai ser consequência: é nisso que reside a nossa esperança e segurança.

Não estou dizendo que seja proibido amar, porque é claro que não é. Mas, sabe, dia desses eu estava “zapeando” alguns desses canais do YouTube e, vendo um vídeo da JoutJout Prazer descobri que, ao contrário de tudo o que ouvi durante a minha adolescência, as pessoas estão cada vez mais descobrindo que não devemos atribuir a nossa felicidade a um relacionamento amoroso, e ninguém precisa ser cristão para chegar a essa brilhante conclusão. E aí comecei a me perguntar por que nós, que somos cristãs e dizemos ter esse amor incondicional que nem todas as pessoas têm, pensaríamos o contrário?

Você não precisa ter um homem ao seu lado para se sentir segura e feliz. Acabei de olhar pela janela e vi um dia completamente cinza, e completamente perfeito para ser feliz.

Você não precisa viver esperando ter um romance para ser feliz, inclusive, é justamente por já saber ser feliz sozinha, que quando tiver um romance vai compartilhar essa felicidade que já tinha antes com a felicidade dele – acredite, isso é bem diferente de querer sugar toda a felicidade da outra pessoa para você.

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3 comentários em “Não despertem nem incomodem o amor enquanto ele não o quiser

  1. Bom, li tudinho (com um pouco de atraso rsrs), gostei muito de tudo mesmo, a ultima parte: Aaaah essa você leu a minha mente ;-), garota do céu, o meu medo é de vier a ser uma troxiane da vida kkk acho que nunca fui, sei disfarçar porém, sou amiga de muitos meninos, na célula que estou hoje, me ajudou muito a ser amiga das mulheres e confesso a você tem sido uma das coisas mais difíceis, lembra meu líder era um homem e tive apenas a proximidade de 2 meninas assim que cheguei você e a Lu, e o resto.. de todos os meninos fiquei amiga, eu não sei por quê?! E sei talvez minha auto defesa de que são meus amigos não vão querer namorar comigo (mas ok td bem?!) o ruim é que ser amiga de mulher é muito complicado mesmo, elas acham q você esta se aproximando porque quer o crush delas, ou sei lá o que.. O bom é q estou sendo tratada disso ae! Amei todo o artigo vi muita, mas, muitasss verdades, coisas q até já sabia ;-).. Agora acrescentando algo, lá vai: Se você gosta do garoto e sabe que o garoto também gosta de você, porém, você percebe que tem outra menina gostando dele e até orando por ele, só que a mina só falta te comer com os olhos quando te vê, e ai? kkkkkk (não que este seja o meu caso entenda) apenas disse isso porque além de tú não o ter citado isso pode acontecer.

    1. Oi, Elis! Obrigada por ler 🙂
      Então… Supondo que isso aconteça, a menina precisa ter sabedoria e maturidade para entender que não pode “te comer com olhos”. Até porque, se o cara não gostar dela, ela pode até orar e conseguir algum resultado a partir disso, mas lhe destratar não vai ajudar em nada.
      O bom é que a Igreja é o lugar certo para aprendermos a lidar com essas coisas da maneira que Deus espera. Não que esse seja o seu caso, claro, mas pode acontecer, né? Rs.

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